Ilustração com porquinho e dinheiro
Finanças 25/07/2023

Gestão de fluxo de caixa: guia prático para fazer uma eficiente

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Você busca caminhos para diferenciar o seu negócio da concorrência e crescer de forma saudável e escalável? Nesse sentido, é fundamental conhecer as melhores práticas para a gestão de fluxo de caixa.

Afinal, com mudanças do comportamento do consumidor e demandas do mercado, é necessário não perder o fôlego, mantendo o gerenciamento financeiro bem-organizado. 

Essa estratégia é fundamental para identificar prejuízos, saber onde é preciso reduzir custos, criar novas estratégias comerciais, planejar investimentos e, claro, guardar dinheiro.

Pronto para aprender tudo sobre gestão de fluxo de caixa? Preparamos este guia prático para você entender:

  • O que é fluxo de caixa?
  • Qual a importância do fluxo de caixa?
  • Quais são os benefícios do fluxo de caixa?
  • Quais os principais tipos de fluxo de caixa?
  • Com que frequência o fluxo de caixa deve ser feito?
  • Dicas para controlar o fluxo de caixa
  • Como fazer uma gestão do fluxo de caixa eficiente?

Siga a leitura!

O que é fluxo de caixa?

Fluxo de caixa é uma ferramenta contábil que registra todos os ganhos e as despesas de um negócio, monitorando todas as entradas e saídas de recursos no caixa em um determinado período. Seu maior objetivo é acompanhar o saldo disponível para arcar com seus custos operacionais e investimentos, os quais contemplam:

  • Custos operacionais: salários dos colaboradores, taxas, impostos, fornecedores, contas mensais, terceirização de serviços, compra de insumos etc.
  • Investimentos: reformas, atualização ou implementação de sistemas de gestão de financeira, abertura de franquias, expansão da loja, aumento da área de entrega, entre outros.

Ao controlar o caixa da empresa, você pode planejar investimentos, criar estratégias para reduzir custos, aumentar o capital de giro e, claro, elevar o lucro corporativo.

Porém, para isso, é necessário entender a importância da gestão do fluxo de caixa e a necessidade de manter os registros sempre atualizados

Isso porque caso alguma despesa, por menor que seja, não seja anotada, você poderá ter a falsa impressão de que há dinheiro sobrando no caixa, impactando diretamente a saúde financeira do negócio.

Qual a importância do fluxo de caixa?

Com o fluxo de caixa bem-feito, você cria planejamentos mais reais e adequados à situação financeira atual. Assim, é mais fácil identificar onde é possível cortar custos, qual é a real margem de lucratividade dos seus produtos e serviços, como otimizar o seu portfólio de itens e muitas outras ações.

Na prática, isso significa que o fluxo de caixa é um processo básico da gestão financeira e deve ser realizado de forma completa e detalhada. A análise dos dados registrados orienta a tomada de decisão estratégica, tornando-a mais precisa.

Veja um exemplo para compreender qual a importância do fluxo de caixa: ao analisar as entradas e saídas da empresa nas primeiras semanas de verão, você percebe que houve um aumento considerável na conta de energia elétrica.

Logo, para manter o caixa equilibrado ao longo de todo o período de calor, é necessário elaborar estratégias para otimizar o uso de equipamentos, como ventiladores e aparelhos de ar condicionado.

Quais são os benefícios do fluxo de caixa?

O controle do fluxo de caixa proporciona vários benefícios, como: visualizar as receitas e as despesas; facilitar e agilizar a tomada de decisões; cumprir com as obrigações de custos operacionais; planejar investimentos sem prejudicar o caixa; desenvolver estratégias de atrair, conquistar e fidelizar clientes sem elevar os gastos, etc.

Veja abaixo um resumo de quais são os benefícios da prática e por que você deve investir tempo e dedicação para realizar essa atividade:

  • avaliar a saúde financeira do negócio;
  • equilibrar as despesas e as receitas para cobrir gastos fixos e variáveis;
  • antecipar problemas como a falta de dinheiro;
  • criar estratégias baseadas nas necessidades reais da empresa;
  • oferecer descontos de forma planejada sem impactar a receita;
  • verificar a necessidade de pedido de empréstimos ou busca por novos sócios ou investidores;
  • reduzir custos;
  • esvaziar o estoque;
  • planejar o crescimento de forma escalável e sustentável.

Por exemplo, identificar e avaliar o saldo negativo do fluxo de caixa pode ajudar a entender as razões pelas quais a balança financeira se desequilibrou. As mais comuns são:

  • atraso do pagamento de clientes;
  • queda nas vendas;
  • período de sazonalidade;
  • prazos de recebimento inadequados;
  • gastos excessivos;
  • entre outros.

Já o monitoramento do saldo positivo, ou seja, das receitas, permite planejar o crescimento da marca, negociar formas e prazos de pagamento a fornecedores etc.

Leia também: Guia para fazer um controle de vendas eficiente

Pessoas analisando relatórios e calculadoras.
Com o fluxo de caixa bem-feito, você cria planejamentos mais reais e adequados à situação financeira do seu negócio.

Quais os principais tipos de fluxo de caixa?

Os principais tipos de fluxo de caixa são:

  • operacional (mais básico e conhecido); 
  • direto; 
  • indireto; 
  • projetado; 
  • livre; 
  • descontado (cálculo do valor de mercado de uma empresa);
  • para investimentos.

Cada um deles possui características e finalidade distintas, podendo ser aplicados em vários modelos de negócio. Entenda, em detalhes, a seguir:

Fluxo de caixa operacional

É o tipo de fluxo de caixa mais básico e utilizado. Ele registra as receitas e as despesas da empresa em um determinado período, e serve para acompanhar os resultados de vendas, verificando o saldo disponível.

Em resumo, sua finalidade é controlar as operações que são fundamentais para o funcionamento empresarial. Isso inclui, por exemplo:

  • vendas de produtos e/ou serviços;
  • folha de pagamento dos colaboradores;
  • pagamento de fornecedores;
  • manutenção do estoque;
  • pagamento de contas, como luz e água;
  • custo mensal com máquinas, equipamentos e sistemas.

O que não é não analisado no fluxo de caixa operacional são investimentos e custos como reserva de capital de giro.

Fluxo de caixa direto

O fluxo de caixa direto registra as receitas e as despesas relacionadas apenas com as atividades realizadas pelo negócio, sem levar em conta os descontos. É feito diariamente e de forma separada para otimizar o controle do dinheiro, categorizando valores em compras de mercadorias, gastos com manutenção ou custos com colaboradores.

Em outras palavras, esse tipo de fluxo de caixa registra as entradas e saídas brutas, sem aplicação de descontos, sem incluir variáveis contábeis e depreciação de bens.

Fluxo de caixa indireto

Já o fluxo de caixa indireto não analisa as entradas e saídas do caixa, ele foca nas variações contábeis, como lucros e prejuízos computados no DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício) e no BP (Balanço Patrimonial).

A ideia aqui é verificar a variação da saúde econômica corporativa de acordo com o regime de caixa.

Saiba mais: Demonstrativos financeiros: ferramenta para tomada de decisões

Fluxo de caixa projetado

O projetado é o fluxo de caixa que olha para o futuro. A partir da análise dos lançamentos, você tem base para projetar ações conforme os resultados.

De modo geral, essa modalidade de gerenciamento tem, como funções:

  • organizar o caixa e projetar pagamentos e recebimentos;
  • aplicar ajustes e mudanças para sair do negativo e reduzir prejuízos;
  • projetar investimentos para expandir a empresa.

Dessa forma, você pode entender se há mais gastos do que receitas, se o prazo de recebimento de clientes e pagamento de fornecedores está adequado, a situação atual da curva de desempenho, identificação de tendências do mercado, entre outros.

Com o tipo projetado, você planeja a vida financeira de seu negócio em um determinado período, antecipando-se a problemas e oportunidades, estando preparado para crises econômicas e variações no caixa ao longo dos anos.

Fluxo de caixa livre

O fluxo de caixa livre ou fluxo de caixa final também serve para realizar projeções, medindo a capacidade da empresa de gerar capital no curto, médio e longo prazo. Ele fornece o saldo disponível depois da aplicação do desconto do pagamento da dívida ou recebimento de empréstimos.

Esse modelo de fluxo de caixa trabalha com um relatório que projeta os resultados para os próximos 60 a 90 dias (dois a três meses) e outro que estabelece o período de dois a cinco anos.

De modo resumido, podemos dizer que esse tipo é importante para identificar a capacidade do negócio se manter ativo ao longo dos anos, gerando valor para seus sócios e/ou investidores.

Fluxo de caixa descontado

Muito usado nas operações de fusão, aquisição e pedidos de empréstimos e financiamentos, o fluxo de caixa descontado é um modelo de cálculo do valor de mercado de uma empresa (valuation).

Ele foca em analisar a capacidade da empresa em arcar com seus custos e gerar lucro nos próximos anos.

Fluxo de caixa para investimentos

Já esse modelo é voltado apenas para acompanhar o retorno sobre os investimentos realizados na companhia, entendendo o quanto resultaram em vendas e/ou em pagamento de dívidas e despesas.

Com que frequência o fluxo de caixa deve ser feito?

O ideal é que o fluxo de caixa seja feito diariamente. Porém, dependendo do fluxo de vendas e de pagamentos que a empresa possui, é possível que o acompanhamento seja semanal ou até mensal. A dica é não acumular registros e lançar tudo de uma vez só no sistema.

Isso pode causar erros e esquecimentos e prejudicar a análise da atual situação financeira empresarial.

Diante do objetivo de tornar o fluxo de caixa um aliado da sua gestão corporativa, é importante ir além da compreensão dos tipos existentes e da frequência de avaliação das movimentações. 

Nesse sentido, conhecer e aplicar as melhores dicas para gerenciar entradas e saídas financeiras pode fazer a diferença — e a boa notícia é que separamos algumas delas para você. 

Dicas para controlar o fluxo de caixa

Para controlar o fluxo de caixa, você deve: acompanhar as mudanças de comportamento do seu cliente; fazer uma análise dos custos; conferir a lucratividade dos produtos/serviços; avaliar a adoção do modelo home office ou híbrido; planejar as finanças e mapear os gargalos operacionais que geram gastos excessivos.

Entenda, em detalhes, como dar o primeiro passo da sua gestão financeira e preparar a sua empresa para prosperar ao longo do tempo. Confira!

1- Analise as mudanças comportamentais do seu consumidor

O fluxo de caixa está totalmente relacionado às suas vendas. Por isso, é muito importante acompanhar as oscilações do mercado e o comportamento do seu consumidor.

Vários setores estão se modificando – e muitos consumidores têm migrado para novas plataformas, como e-commerces, delivery e outras facilidades.

Então, foque seus esforços em compreender seu público-alvo, a forma como eles preferem comprar e as melhores maneiras de oferecer uma boa experiência aos seus clientes.

2- Faça uma boa análise de custos

Outro ponto crucial para equilibrar o fluxo de caixa é considerar os seus custos. Crie o hábito de analisar frequentemente todas as despesas relacionadas ao seu negócio – e pense em medidas de reduzi-las sem afetar sua qualidade de entrega e atendimento.

Isso significa, por exemplo:

  • negociar novos prazos com os fornecedores;
  • pensar na troca de fornecedores;
  • operar em uma sede menor (algo possível graças ao home office e modelo de trabalho híbrido);
  • produzir sob demanda;
  • incorporar novas tecnologias que automatizam funções e reduzem o desperdício etc.

3- Confira a real lucratividade dos seus produtos e serviços

Aumentar as vendas é indispensável para equilibrar o fluxo de caixa. Mas só isso não basta. É preciso garantir que seus produtos e serviços tenham uma boa margem de lucratividade.

Esse é o momento de avaliar seu mix de produtos ou oferta de serviços. Será que não vale mais a pena trabalhar com um hall enxuto de opções, porém com boa saída e alta lucratividade, do que com vários itens que necessitam de mais esforço de venda e oferecem um retorno menor?

Repense o seu negócio – e isso também vale para o que você vende. Levante os itens que têm uma lucratividade maior e boa aceitação e cruze essas informações com o perfil de compra que você analisou na nossa primeira dica.

  • Será que o que você vende ainda tem aceitação pelo seu público nesse momento?
  • Como é possível transformar seu produto ou serviço, deixando-o mais atrativo para a oferta e aumentando a margem de lucro?

Todas essas são questões importantíssimas e influenciam diretamente o seu fluxo de caixa e o equilíbrio financeiro do negócio.

4- Faça um planejamento realista para os próximos meses

O fluxo de caixa é uma das ferramentas mais importantes para planejar a vida financeira da empresa e projetar entradas e saídas.

Assim, faça um planejamento realista e factível, projetando os custos fixos para continuar operando nos próximos meses. Acompanhe continuamente esse plano e faça os ajustes necessários.

Lembre-se da importância da reserva de contenção (que tende a ser menor nos negócios pequenos). Crie alternativas para, daqui para frente, começar a alimentar a sua reserva, preparando-se melhor para eventuais crises econômicas no mercado nacional e internacional.

5- Mapeie suas ineficiências e identifique os gargalos

Identifique os gargalos e as ineficiências da sua empresa e foque em soluções para resolver essas situações.

Se possível, crie um comitê de gestão de crise, que deverá definir um plano de emergência para situações como essa. Assim, será mais fácil tomar decisões rapidamente e em situações diferentes.

Use os conhecimentos adquiridos e se prepare corretamente para novas situações não tão positivas do mercado. Assim, quando uma situação fora do comum ocorrer, você e sua empresa estarão mais bem-preparados.

Como fazer uma gestão do fluxo de caixa eficiente?

A melhor maneira de fazer a gestão do fluxo de caixa da sua empresa de forma eficiente e que não gaste tanto tempo diário, é utilizar um sistema de gestão financeiro, como o F360 Finanças. Por meio da integração com softwares de PDVs e adquirentes é possível inserir os dados na plataforma, e com isso, obter relatórios em tempo real e com agilidade.

Afinal, se suas equipes utilizam planilhas eletrônicas para esse controle há um gasto muito maior de tempo e esforço para organizar os valores de entradas e saídas e gerar relatórios por períodos.

Utilizando o F360 Finanças, você consegue gerenciar todos os canais de vendas, visualizar entradas e saídas, contas a pagar e a receber, conciliar cartões e muito mais — recursos fundamentais para o controle efetivo de caixa de qualquer negócio.

Aproveite e faça agora uma demonstração gratuita e simplifique a gestão financeira da sua empresa!

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Escrito por:

Maurício Galhardo

Head e curador do F360 Educa, apaixonado por finanças, autor de três livros de negócios e gestão financeira, com ampla experiência em treinamentos e palestras. Já treinou mais de 20 mil pessoas no varejo!