Loja de eletrodomésticos

17 tipos de varejo e suas características principais

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Ao caminhar na rua ou em um shopping, é possível perceber que existem diversos tipos de varejo, cada um com suas particularidades. Afinal, esse se tornou um dos melhores modelos de negócios nos últimos anos.

Apesar dos prejuízos decorrentes da crise da Covid-19, o mercado varejista já mostra excelentes sinais de recuperação! De acordo com a última pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), as 300 maiores empresas do ramo do Brasil faturaram R$1,046 trilhão em 2022.

Número que representa uma alta de 19,9% em relação a 2021, sendo considerado um marco. Isso porque é a segunda vez que mais da metade dos varejistas relacionados na pesquisa excede resultados bilionários no faturamento.

A pesquisa revelou ainda que:

  • houve aumento de lojas físicas entre as 300 maiores varejistas: subiu 7,3% com mais de 4.000 novos pontos de vendas;
  • 70% dos negócios entrevistados elevaram a quantidade de lojas em relação a 2021;
  • 221 das 300 grandes marcas possuem vendas on-line.

Todas essas estatísticas demonstram a importância desse modelo de negócio no país. Logo, se você deseja abrir uma loja, mas ainda está pensando em qual modalidade quer atuar, continue a leitura deste guia completo e confira tudo sobre o assunto!

O que é varejo?

O varejo é um modelo de venda realizado diretamente para o consumidor final, sem a presença de intermediários. Os produtos são vendidos em pequenas quantidades diretamente pela marca ao cliente ou por meio de um marketplace (como Mercado Livre e iFood, por exemplo).

Porém, de modo geral, o cliente compra diretamente com a empresa produtora ou distribuidora do produto ou serviço.

Ao aprender o que é varejo, é importante entender que esse é o modelo de venda mais tradicional e antigo e, hoje, é conhecido como modalidade de negócio B2C (Business to Customer).

Geralmente, o comércio revende produtos comprados com atacadistas (que vendem produtos em grandes quantidades por um preço mais baixo) ou possui fornecedores que entregam insumos para a produção de alimentos, roupas etc.

Quais são os tipos de varejo?

Os maiores varejistas brasileiros atuam em modalidades diversas. Alguns são hipermercados ou supermercados, enquanto outros do setor farma ou lojas de departamento, por exemplo.

Para entender sobre os principais tipos de varejo e descobrir quais deles se identificam mais com suas necessidades e expectativas, confira a seguir 17 modalidades e suas características!

Franquia

O mercado de franchising está em crescimento. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), ele faturou R$54 milhões, mostrando aumento de 12,9% em relação ao mesmo período de 2022.

Os segmentos de franquias que mais se destacaram foram Hotelaria e Turismo, Alimentação Food Service e Moda.

Porém, o que é essa modalidade de varejo? A franquia é um modelo de negócio em que uma marca concede o direito de uso a outro empresário, denominado franqueado. Logo, o dono da empresa, chamado de franqueador, pode ampliar seu negócio com várias unidades de lojas pelo Brasil ou mundo.

As características desse tipo de varejo são:

  • padronização da identidade visual, do cardápio e todos os detalhes da loja, até mesmo de fornecedores;
  • objetivo de seguir a mesma qualidade da marca em todas as unidades;
  • possibilidade de obter mais de uma unidade de franquia;
  • estratégias de marketing definidas pelo franqueador.

Leia também:  Gestão financeira para franquias: como contribui com o seu negócio?

Varejo on-line

O varejo on-line é uma modalidade que não para de crescer no mercado, mesmo em empresas que possuem lojas físicas. O e-commerce oferece diversas vantagens, como melhor gestão do estoque e ampliação do alcance do público.

O melhor é que empresas de diversos portes podem contar com o varejo on-line. Basta vender por um site, marketplace ou nas redes sociais, como Instagram e Facebook.

Quando o varejista possui espaços físicos e e-commerce, há ainda a facilidade de o cliente comprar pelo site e retirar o produto na loja, evitando gastos com frete, o que, por sua vez, aumenta a quantidade de vendas realizadas ao facilitar a compra.

Hipermercado

O hipermercado possui particularidades bem específicas para ser considerado como tal. Além de revender uma imensa variedade de produtos diretamente para o consumidor final, possui uma grande estrutura, ultrapassando 20.000 m² de comprimento.

São diversas categorias de mercadorias vendidas, chegando a mais de 50 mil produtos comercializados, como alimentos, vestuário, calçado, eletro, pet shop, higiene pessoal e muito mais. 

Supermercado

Já o supermercado é parecido com o hipermercado, diferenciando-se na quantidade de produtos oferecidos e no tamanho da estrutura, que é menor, podendo chegar até 5.000 m².

Espalhado por bairros, ele tem maior foco na comercialização de produtos alimentícios, oferecendo cerca de 20 mil opções.

Mercado de bairro

Em contraponto às duas modalidades acima, há o mercado de bairro.

Suas particularidades são:

  • está bem próximo às residências;
  • é de pequeno porte;
  • repõe produtos de acordo com as necessidades dos clientes locais;
  • geralmente, possui preços mais elevados por seu tamanho reduzido e facilidade aos moradores.

Atacarejo

A união de um local com modelo de varejo e atacado chama-se popularmente de atacarejo. Ele é um local de grandes proporções que comercializa produtos variados com preços para cada tipo.

Há uma quantidade mínima a ser adquirida para ser considerada uma compra de atacado e, assim, garantir grande volume do produto e preços mais baixos. Um  grande varejista brasileiros que opera dessa maneira é o Assaí.

Dessa forma, ele atende tanto clientes que compram itens para sua casa quanto para seu restaurante ou loja, por exemplo.

Loja de departamento

Diferentemente da categoria de mercado, esse tipo de varejo comercializa um grande mix de produtos duráveis e semiduráveis, como roupas, calçados, bolsas, produtos de higiene pessoal e cosméticos.

A loja de departamento é localizada em centro comerciais, em ruas de grande movimentação de pessoas, e nos shoppings centers, podendo ou não ter um público nichado, como artigos para esportistas ou mulheres.

Loja de conveniência

A loja de conveniência é literalmente conveniente. Essa modalidade fica geralmente em postos de combustível com o objetivo de “quebrar um galho”, ou seja, atender necessidades emergenciais e pontuais, como lanches, bebidas, chinelos, etc.

Instalada em pequenos espaços, pode ou não ter funcionamento 24h.

Farma

Outro tipo de varejo são as farmácias, que podem ser de bairro ou de grandes redes, vendendo ou não apenas remédios.

Algumas ampliam as opções de produtos de acordo com as necessidades locais, como bebidas geladas, biscoitos, chocolates e até mesmo chinelos.

Loja de desconto agressivo ou hard discount

Sabe aquelas lojas que oferecem produtos por R$1,99 ou trabalham apenas com grandes promoções de roupas e outras mercadorias?

Elas são classificadas como hard discount e possuem alta rotatividade de consumidores, que buscam preços competitivos.

Outlet

Quem não adora um outlet, não é mesmo? Uma loja que reúne produtos de marcas famosas e renomadas no mercado e revende seus produtos por um valor mais em conta. 

Em determinados estabelecimentos, os itens têm alguns pequenos defeitos de fábrica que não afetam seu uso.

O outlet se localiza em espaços amplos, instalados normalmente na entrada ou saída de grandes cidades.

Loja de Variedades

A vantagem de ter uma loja de variedades é que esse modelo de comércio pode ser de pequeno, médio ou grande porte. Ela vende produtos semiduráveis, perfeitos para compras por impulso e momentâneas.

O mix de itens é diversificado, atendendo a diversos públicos, e possui muita movimentação de clientes. Um excelente exemplo desse tipo de varejo é a Loja Americanas.

Armazém

Mesmo não atingindo os preços baixos do atacado, a modalidade de armazém oferece preços mais baixos do que os praticados em hiper e supermercados, por exemplo.

Os conhecidos “depósitos” vendem produtos mais simples e um espaço que pode ser de pequeno a grande porte, dependendo dos itens comercializados.

Geralmente comercializam bebidas variadas, gelo, carvão, entre outros produtos.

Especialista

Essa modalidade de varejo trabalha com produtos bastante nichados, geralmente de uma só marca, com edição limitada ou mais raros de encontrar no mercado.

Ela atrai consumidores leais à determinada empresa ou que gostam de adquirir seus produtos, mas não possuem opções da marca por perto.

Clube de compras

O clube de compras se caracteriza por funcionar como um clube de assinatura, sendo um varejo de compras coletivas. Os clientes assinam um determinado pacote junto com outros consumidores e, assim, recebem certa quantidade de produtos periodicamente.

Essa é uma forma de adquirir produtos de alta qualidade, como vinhos e alimentos orgânicos, sem precisar ir à loja física para comprá-los.

Varejo de serviço

O varejo de serviço, como o próprio nome indica, fornece serviços, só que especializados. Podendo ainda vender produtos associados ao seu atendimento. Exemplos dessa modalidade são academias, salões de beleza e lavanderias.

Há ainda a possibilidade de uma loja de roupas agregar o tipo varejo de serviço, inserindo no catálogo opções de ajustes nas peças, com costureiras da marca. Ou então uma loja de móveis oferecer um montador.

Varejo Alimentar

Por último, citamos o varejo alimentar, que além de incluir os tipos hiper e supermercado e mercado de bairro, engloba comércios como restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, açougues, mercearias, cafeterias etc.

Saiba mais: Software de gestão para varejo: quais as principais soluções da F360?

Principais diferenças entre varejo on-line e físico

Depois de conhecer quais são os tipos de varejo, é possível identificar que, de modo geral, eles se dividem em duas categorias: varejo on-line e físico.

O importante é entender que é possível operar nesses dois modelos e, assim, alcançar mais clientes por meio de vendas omnichannel.

Porém, diante do cenário de alto crescimento do digital, saiba que as lojas físicas também são pontos de vendas extremamente importantes e que fazem diferença no faturamento mensal.

Conforme dados divulgados pela pesquisa IPV (Índices de Performance do Varejo), o fluxo de visitantes e o faturamento de lojas de ruas está aumentando e atingindo os índices do período antes da pandemia.

Logo, ambos os modelos representam boas oportunidades de negócio.

Para saber como cada um deles funciona, entenda a seguir as principais diferenças entre varejo on-line e físico!

Varejo on-line

  • horário de funcionamento: 24h. Em caso de restaurantes ou similares tem limite de horário, mas e-commerces não;
  • espaço ilimitado para exposição de produtos;
  • pode produzir sob demanda, sem obrigação de ter um estoque no local para abastecer a loja;
  • menor transtorno causado por manutenção do site, que pode ser feita em períodos de baixo acesso;
  • experiência do cliente incompleta, pois o produto é entregue posteriormente.

Varejo físico

  • horário de funcionamento: com limite de horário, variando de acordo com a região e a localização da loja. Dentro de shopping e centros comerciais é preciso respeitar o período estabelecido;
  • espaço limitado para expor produtos;
  • necessidade de estoque;
  • manutenções causam maior transtorno aos clientes;
  • experiência do cliente momentânea, pois já sai com o produto em mãos.

Como otimizar a gestão do varejo?

Para que tudo dê certo na abertura e no crescimento de sua loja, é preciso realizar uma excelente gestão financeira. É por meio desse gerenciamento que o dono ou franqueado da marca consegue acompanhar as entradas e saídas, mantendo as contas no azul.

Quando o trabalho é realizado com um sistema de gestão financeira, a administração do negócio alcança outro patamar de qualidade, assertividade e segurança. O F360 Finanças, por exemplo, oferece recursos automatizados para um gerenciamento de alto nível:

  • dashboard personalizável;
  • sistema responsivo;
  • plataforma multiempresas, podendo gerenciar diversas marcas, lojas e canais de venda em um só local;
  • conciliação bancária, de cartões e voucher do setor food;
  • fluxo de caixa;
  • DRE (Demonstração de Resultado do Exercício);
  • contas a pagar e a receber;
  • integração com mais de 250 PDVs e 300 adquirentes;
  • planejamento orçamentário com visualização de índices comparativos.

Conheça mais detalhes e faça uma demonstração! Veja como escalar o crescimento do seu negócio de forma sólida e bem-planejada.

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Escrito por:

Tálita Gonçalves

Redatora e analista de conteúdo F360