entregador de delivery entregando pedido para uma mulher
Finanças 08/07/2025

Vender no iFood vale a pena? Prós e contras da plataforma!

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Os aplicativos de delivery podem gerar muitas oportunidades para os restaurantes, já que aumentam o alcance e facilitam a gestão das entregas. Porém, é preciso ficar atento para saber se é realmente uma boa opção para você. Por esse motivo, antes de começar, é bom se perguntar: vale a pena vender no iFood?

A verdade é que não há uma resposta exata para esta pergunta, já que depende inteiramente dos seus objetivos de negócio. Além disso, fatores como taxas e burocracia pesam na hora da decisão.

Que tal entender como decidir se vende ou não pelo iFood? No artigo a seguir, apresentamos quanto a plataforma cobra, os prós e contras de usá-la e dicas para gerenciar o seu faturamento (e os gastos).

Vamos lá?

Principais aprendizados deste artigo:

  • O iFood é um aplicativo de delivery que permite que restaurantes e outros estabelecimentos divulguem e comercializem seus produtos online mediante o pagamento de certas taxas;
  • A plataforma cobra comissões, encargos sobre os pagamentos online e uma mensalidade que depende do plano escolhido e do faturamento do negócio pelo sistema (no caso do último elemento);
  • O aplicativo pode oferecer várias vantagens aos restaurantes. Entre as principais, estão a facilidade de uso e a possibilidade de alcançar uma parcela maior de público, já que tem grande visibilidade;
  • Entre os pontos negativos, destacam-se as taxas que costumam ser bastante altas e a demora para enviar o dinheiro das vendas para as contas dos estabelecimentos;
  • De qualquer forma, vale a pena usar um sistema de gestão financeira, uma vez que esse tipo de plataforma oferece integração com o iFood e outros canais de venda e ainda controle de contas.

O que é e como funciona o iFood?

O iFood é um marketplace de comida brasileiro especializado em delivery que funciona por meio de um aplicativo que conecta os clientes às empresas. A plataforma começou em 2011 e, hoje, é referência do setor na América Latina.

Os restaurantes (e outros estabelecimentos, como farmácias e supermercados) podem vender no iFood de duas maneiras.

A primeira é usar o sistema como uma vitrine para disponibilizar o cardápio (ou lista de produtos) e receber os pedidos. Nesta modalidade, no entanto, a plataforma não tem responsabilidade pela entrega, que fica a cargo do estabelecimento.

A segunda é optar pelos entregadores do próprio iFood, que ficam responsáveis por coletar os pedidos e os entregar nas mãos dos clientes. Nos dois casos, é preciso pagar taxas para usar o serviço. Veja logo abaixo quanto o iFood cobra dos restaurantes!

Quanto o iFood cobra dos restaurantes?

No geral, o iFood cobra dos restaurantes três tipos de taxas, que são:

  1. Comissão (ou taxa de serviço);
  2. Taxa de pagamento online;
  3. Mensalidade.

Porém, não dá para dizer um valor exato que os estabelecimentos devem pagar para usar a plataforma, porque a cobrança acontece sobre o valor total das vendas no mês e ainda há variações conforme o plano escolhido.

No Plano Básico, que não dá acesso aos entregadores do aplicativo, os restaurantes pagam mensalmente 12% de comissão e 3,2% sobre os pagamentos online. Caso vendam mais de R$ 1.800, ainda pagam R$ 110 de mensalidade.

No Plano Entrega, que conta com entregadores, a cobrança é de 23% de comissão; 3,2% de pagamento online e R$ 150 de mensalidade (em vendas acima de R$ 1.800).

Os restaurantes podem ainda pagar mais para o iFood caso usem o recurso de antecipação de recebíveis, cujo valor mínimo é de 1,59% do total antecipado.

Portanto, é preciso colocar os rendimentos dos negócios no papel e fazer a conta conforme os percentuais acima para descobrir quanto cada um precisa pagar para saber se vale a pena vender no iFood.

Qual a margem de lucro no iFood?

A margem de lucro no iFood é outro elemento que varia de restaurante para restaurante. Afinal, depende de fatores como quantidade de vendas, precificação e custos de produção. Logo, não é um valor fixo para todo estabelecimento vende pelo aplicativo.

O que você pode fazer é calcular por conta própria. Para tanto, pode simplesmente dividir o lucro bruto (o faturamento após subtrair o custo de produção) pela receita total (tudo que o negócio ganhou com as vendas na plataforma) e multiplicar por 100.

Dica: a plataforma disponibiliza uma calculadora de precificação que ajuda a definir o valor dos produtos conforme as taxas. Assim, você sabe o quanto cobrar para não prejudicar a sua margem de lucro.

Agora, para saber se vender no iFood vale a pena, confira uma lista de prós e contras da plataforma. Vamos lá?

Quais as vantagens do iFood?

Os pontos positivos de vender no iFood são:

  • facilidade de uso;
  • aumento da visibilidade do restaurante, já que é uma plataforma bastante popular;
  • diversidade de público;
  • aumento do número de pedidos;
  • facilidade (e diversidade) de pagamento;
  • segurança.

Quais as desvantagens do iFood?

Já a lista de pontos negativos do iFood inclui:

  • taxas muito altas (lembre-se que podem chegar até 23% do valor total apenas de comissão);
  • alta concorrência (como é uma plataforma popular, muitos estabelecimentos podem competir pelos mesmos clientes);
  • demora no repasse do dinheiro das vendas;
  • dependência da plataforma, o que pode prejudicar as estratégias de fidelização no delivery, uma vez que o estabelecimento não tem total controle sobre a experiência dos clientes.

Afinal, vale a pena vender no iFood?

Entender se vale a pena vender no iFood depende de uma análise minuciosa dos prós e contras de usar a plataforma. Por um lado, o aplicativo permite alcançar uma parcela maior de público e oferecer serviços de delivery com mais facilidade; por outro, as taxas podem comprometer parte do faturamento.

Então, como decidir se coloco ou não o meu restaurante no iFood? Para tal, avalie a realidade do seu negócio.

Analise os registros de venda para descobrir o ticket médio dos seus clientes e sua margem de lucro. Em seguida, faça uma simulação de quanto pagaria para usar o aplicativo e veja se é viável financeiramente ou não.

Existem alternativas ao iFood?

Caso queira trabalhar com delivery, mas por outros meios, saiba que existem, sim, alternativas ao iFood. Você pode, por exemplo, criar um canal próprio de vendas ou usar outras plataformas semelhantes, como o Rappi ou o Quero Delivery.

Inclusive, para não ficar dependente do iFood, o ideal é combinar mais de um canal de venda. Assim, você alcança ainda mais público e aumenta o seu faturamento.

De qualquer forma, confira as taxas e recursos de cada opção para decidir quais oferecem mais benefícios para o seu restaurante.

Como gerenciar o rendimento do seu restaurante?

A tecnologia pode ajudar você a gerenciar o rendimento do seu restaurante e, inclusive, comparar a rentabilidade dos pedidos pelo iFood e outros canais. Para tanto, basta adotar um software de gestão financeira robusto, como o F360 Finanças.

Com a plataforma, você acessa centenas de integrações (até mesmo com o iFood) e pode:

  • controlar as contas a pagar e a receber;
  • monitorar o fluxo de caixa;
  • visualizar relatórios personalizados;
  • fazer conciliações.

Tudo de um só lugar para otimizar suas operações. Que tal ver como a solução da F360 funciona? Solicite uma demonstração gratuita para ver todas as funcionalidades em ação!

FAQ

Vender no iFood é lucrativo para pequenos restaurantes?

Vender no iFood pode ser uma alternativa lucrativa para pequenos restaurantes. O resultado, no entanto, depende de fatores como quantidade de vendas, precificação e lucratividade do estabelecimento.

Quanto o iFood cobra por pedido?

O iFood cobra taxas de uso sobre o valor total dos pedidos no mês. O montante depende do tipo de plano de serviço, que pode ser o básico (com uma comissão de 12% e R$ 110 de mensalidade) ou o entrega (23% de comissão e R$ 150 de mensalidade). Soma-se a estes valores uma taxa de 3,2% sobre os pagamentos online.

Como calcular se vale a pena manter o restaurante no iFood?

Para calcular se vale a pena manter o seu restaurante no iFood, você deve verificar se o retorno financeiro cobre os gastos e ainda dá lucro. Para isso, calcule os custos (taxas da plataforma e despesas de produção) e compare com os rendimentos totais das vendas pela plataforma.

Dá para fidelizar clientes com o iFood?

Você pode fidelizar clientes com o iFood. Para obter bons resultados, invista em estratégias como criação de cupons de descontos exclusivos para a plataforma, promoções, programas de fidelidade e um atendimento de qualidade.

O que é melhor: iFood ou canal de venda próprio?

Os dois canais de delivery têm prós e contras. O que define qual é o melhor são os seus objetivos de negócio. Por esse motivo, analise a realidade do seu negócio, defina o que pretende alcançar e verifique qual plataforma oferece os recursos mais adequados para ajudá-lo.

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Escrito por:

Henrique Carbonell

CEO & CoFounder at F360 - Franchisee at O Boticário. Formado em Administração de Empresas pela Fundação Alvares Penteado - FAAP e pelo Ibmec Business School / IBMEC - SP.

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