Finanças 20/03/2024

Open Banking: o que é e como usar em franquias? Descubra!

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O Open Banking, sistema financeiro aberto, é uma iniciativa que foi implementada pelo Banco Central do Brasil (Bacen) em quatro fases, permitindo o compartilhamento de dados e o histórico bancário entre diferentes instituições financeiras, mediante prévia autorização do titular da conta.

Antes da chegada desse conceito no nosso país, os bancos entendiam que eram os donos das informações dos clientes. Por esse motivo, eles não podiam trocar dados pessoais entre uma instituição bancária e outra e levar junto os registros de suas vidas financeiras.

Quando uma pessoa queria mudar de entidade financeira, precisava começar todo o relacionamento comercial do zero. Isso impactava negativamente questões como pedido de cartões, tentativas de empréstimos ou financiamentos e outras aprovações de crédito, pois o novo banco não sabia nada sobre o comportamento monetário de quem estava solicitando e quais riscos ele gerava.

Inspirado em um sistema já adotado por outros países, o Banco Central mudou esse cenário e trouxe para o Brasil o Open Banking, garantindo que os verdadeiros donos dessas informações eram os correntistas. Agora, eles podem compartilhá-las sempre que quiserem e com o banco que preferirem, a qualquer tempo.

Achou interessante? Então, descubra tudo sobre essa iniciativa do Bacen e, ao final, entenda qual a relação dela com o mercado de franchising.

O que é Open Banking?

O Open Banking é um sistema financeiro aberto. Ele dá aos clientes de produtos e serviços financeiros a possibilidade de compartilhar seus históricos e dados bancários com diferentes empresas e instituições financeiras devidamente autorizadas pelo Banco Central do Brasil.

Essa solução também possibilita o acesso e a movimentação das contas bancárias a partir de diferentes plataformas, e não apenas do internet banking ou aplicativo do banco no qual o correntista oficialmente tem conta aberta.

Como comentamos, essa iniciativa pode até ser vista como uma novidade aqui no Brasil, mas ela já é amplamente conhecida e usada em outros países.

O mais “maduro” nesse conceito é o Reino Unido, que adotou o Open Banking em maio de 2018. O segundo país é a Austrália, que iniciou a implementação desse conceito em 2019, finalizando em 2022.

Países como Estados Unidos e Canadá estão na fase de estudos, enquanto outros como Rússia e Coreia do Sul já iniciaram os pilotos dos seus projetos.

Como funciona o Open Banking?

O sistema financeiro aberto funciona a partir de três principais etapas, que são:

  1. consentimento;
  2. autenticação;
  3. confirmação.

Veja mais detalhes a seguir!

1. Consentimento

Nenhum compartilhamento de informação pode ser feito sem o consentimento claro do titular da conta. Inclusive, essa é uma das regras determinadas pelo Banco Central a todas as instituições financeiras participantes.

Essa autorização deve ser espontânea. Por sinal, ela pode ser dada para apenas um produto ou serviço e, inclusive, tem a opção de ser retirada pelo titular dos dados quando ele quiser, sem nenhum obstáculo. 

Aqui, vale destacarmos que o Open Banking é opcional, e não uma obrigatoriedade imposta aos brasileiros. 

Para o correntista permitir acesso aos seus dados, as empresas financeiras precisam explicar para que usarão essas informações e como elas serão tratadas. O prazo de uso deve ser compatível com a finalidade, sendo limitado a um período de 12 meses, conforme as diretrizes do Bacen.

2. Autenticação

Todo o processo anterior é feito on-line, assim como a etapa de autenticação, que é efetivada pelo site ou aplicativo bancário. 

Geralmente, são solicitados alguns dados para confirmar a identificação do cliente bancário, como número do CPF, data de nascimento e afins.

Cabe ao banco, empresa ou instituição financeira garantir a total segurança nesse processo, por meio da adoção de diferentes camadas de proteção, que também são definidas pelo Banco Central.

Esse é um dos motivos pelos quais somente as entidades devidamente autorizadas por esse órgão regulador podem participar do Open Banking.

3. Confirmação

Esta é a última fase para o compartilhamento de dados. Nela, o titular da conta confirma a operação, após verificar a oferta do banco ou empresa financeira, além de outras orientações que aparecerem na tela.

Com o Open Banking, é possível explorar produtos e serviços de diferentes bancos de maneira muito mais simples e prática

Qual o objetivo do Open Banking?

Os dois principais objetivos do Banco Central ao implementar essa iniciativa foram:

  • aumentar a competitividade entre os participantes do mercado financeiro nacional;
  • facilitar a rotina bancária dos brasileiros.

Partindo do princípio que a proposta do Open Banking é viabilizar o compartilhamento de dados, fica fácil entender que alcançar essas metas é bastante possível. 

Pense com a gente: quando uma pessoa permite acesso aos dados bancários, os bancos podem verificar e analisar todo o histórico. As instituições interessadas em trazer esse correntista para sua base precisam oferecer as melhores ofertas de produtos e serviços, as mais vantajosas e com o melhor custo-benefício.

O titular dos dados, por sua vez, se vê em meio a uma “disputa sadia”, na qual vence o banco que melhor atender às suas necessidades.

Como ele também pode migrar entre as empresas financeiras, tende a comparar as soluções e os valores, inclusive testando as que considera mais interessantes.

Exemplos práticos

Veja abaixo alguns exemplos de serviços do Open Banking — ou, melhor, do que pode ser criado a partir desse sistema — e entenda mais claramente o que acabamos de dizer:

  • plataformas de comparação de preços de produtos e soluções bancárias e financeiras, como taxas de empréstimos e financiamento e cobertura de seguros;
  • personalização de serviços, planos, taxas e tarifas, de acordo com o uso, a necessidade e a condição monetária de cada pessoa;
  • aplicativos de orientações financeiras, planejamento familiar, corporativo e outros;
  • iniciação de pagamento em redes sociais;
  • marketplace de crédito, com a participação de empresas desse setor de diferentes portes.

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Open Finance é o mesmo que Open Banking?

Certamente, você já deve ter ouvido falar, ou lido em algum lugar, o termo Open Finance, não é mesmo? Sabe dizer do que se trata? Se não, sem problemas. Explicaremos agora!

Open Finance foi o novo nome que o Banco Central deu para o Open Banking em março de 2022, por conta do aumento da abrangência do sistema financeiro aberto.

Para entender melhor essa troca de nomenclatura, precisamos explicar como foi a implementação desse conceito.

1° fase: compartilhamento de informações iniciais

O sistema permitia apenas o compartilhamento de informações básicas entre as instituições financeiras participantes, como saldos, extratos e movimentações.

2° fase: partilha de cadastro

Nesta etapa, os usuários já puderam dividir seus cadastros com diferentes bancos, incluindo CPF ou CNPJ, endereços, telefones e outros.

3° fase: iniciação de pagamentos

Já era possível realizar pagamentos fora do banco de origem. Isto é, usando uma instituição financeira diferente daquela em que se tinha conta aberta.

4° fase: inclusão de outros dados para compartilhamento

Aqui, o Open Banking se transforma em Open Finance, pois ficou mais abrangente, com o compartilhamento total do histórico bancário e a inclusão de outros serviços financeiros, incluindo seguros, produtos de investimento, câmbio, previdência privada e afins.

Percebeu como o sistema financeiro aberto foi gradualmente evoluindo e recebendo mais soluções? Ele precisava de um bom nome para apresentar e definir tudo isso! Dessa forma, é possível dizer que o Open Finance é a evolução do Open Banking.

Entenda mais assistindo a este vídeo do Banco Central:

Quais as principais vantagens do Open Banking?

Do ponto de vista dos clientes bancários, o principal benefício desse sistema é poder mudar de banco quando quiser e, com isso, aproveitar as melhores ofertas de produtos e serviços.

Ao conhecer uma instituição financeira fora aquela na qual tem conta, é possível explorar diferentes soluções, com preços e condições melhores e mais personalizadas. 

Quem adere ao Open Banking pode trabalhar com várias empresas e entidades financeiras ao mesmo tempo, utilizando diferentes recursos, conforme o que precisa e for mais interessante naquele momento.

Pode-se, por exemplo, ter o cartão de crédito em uma que oferece anuidade grátis, pegar empréstimo em outra que trabalha com juros menores e fazer o seguro em uma terceira que apresentou uma cotação mais baixa.

Agora, do ponto de vista das empresas que aderem ao sistema financeiro aberto, as principais vantagens são:

  • possibilidade de criar novos modelos de negócio;
  • capacidade de competir, de igual para igual, com grandes bancos e instituições financeiras;
  • aumento do poder de atração de clientes e, consequentemente, de elevar o faturamento.

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E os riscos do Open Banking?

As maiores ameaças desse sistema dizem respeito à segurança. Todos os bancos, instituições e empresas financeiras que aderem a ele precisam garantir, em todos os processos, a total privacidade e proteção dos dados dos clientes.

Além de implementar as tecnologias certas, é essencial que essas entidades respeitem o determinado pela LGPD, Lei Geral de Proteção de Dados. 

O Banco Central acompanha e supervisiona de perto essa questão, bem como determina as regras de segurança cibernética que devem ser cumpridas e o nível de responsabilidade das instituições bancárias e seus dirigentes.

Sugestão de leitura: “Descubra como garantir a segurança financeira da empresa

Afinal, o Open Banking é seguro?

Está se perguntando se o Open Banking, ou melhor, o Open Finance, é um sistema realmente seguro? Bem, apesar de sempre haver o risco de vazamento de dados e ataques de hackers em transações financeiras feitas pela internet, sim, ele é totalmente seguro.

O primeiro motivo é que o compartilhamento de dados somente acontece se houver a expressa permissão do titular da conta. 

Somente a pessoa dona do cadastro e histórico financeiro consegue dar a liberação de acesso. E, conforme já comentamos, isso acontece por meio de três etapas: consentimento, autenticação e confirmação.

A segunda razão é que o Banco Central impõe aos participantes rígidos padrões de segurança. Logo, as instituições financeiras somente são aprovadas para participar após atender a todos.

Esses critérios, por sua vez, são baseados na LGPD e incluem todas as etapas do processo, indo do consentimento, uso e armazenamento de informações até a oferta de canais de atendimento aos clientes bancários.

Somado a tudo isso, as instituições participantes também podem orientar corretamente seus clientes, com dicas de segurança como:

  • jamais compartilhar as senhas bancárias com terceiros;
  • não fornecer dados a contatos feitos via telefone, e-mail ou outro canal, por mais que pareça ser da empresa financeira;
  • esclarecer quais são as formas de comunicação e os canais oficiais de conversação.

Qual a relação entre o Open Banking e o mercado de franchising?

No mercado de franchising, o sistema financeiro aberto pode ser usado para melhorar a gestão financeira.

Imagine uma solução que centraliza todos os registros de pagamentos, recebimentos e tarifas bancárias, entre outros, em um só lugar. Pensou? Como o Open Finance do F360 Finanças, isso é possível!

Na nossa plataforma, você consegue sincronizar os dados de todos os bancos que utiliza e acompanhar, em um único ambiente, movimentações financeiras, extratos, saldos e muito mais.

Além de facilitar o dia a dia, outros benefícios desse recurso são:

  • aumento da eficiência;
  • menos tempo gasto com atividades financeiras;
  • maior controle das entradas e saídas de valores;
  • conciliação bancária muito mais rápida;
  • entre vários outros.

Como ter tudo isso na sua franquia? Contratando o F360 Finanças!

O que é o F360 Finanças?

Trata-se de um sistema de gestão financeira multiempresa, no qual você encontra os seguintes recursos:

  • conciliação de cartões;
  • fluxo de caixa;
  • contas a pagar e a receber;
  • demonstração de resultados do exercício (DRE);
  • planejamento orçamentário;
  • conciliação com vouchers;
  • integração com ponto de venda (PDV) e adquirentes;
  • conciliação bancária.

O Open Finance do F360 Finanças é uma nova funcionalidade desse sistema, no formato “plug and play”, que quer dizer “ligar e usar”. Isso significa que ele está disponível de forma simples e prática dentro do sistema. 

Achou interessante e quer mais detalhes? Então, agende agora mesmo uma demonstração gratuita!

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Escrito por:

Maurício Galhardo

Head e curador do F360 Educa, apaixonado por finanças, autor de três livros de negócios e gestão financeira, com ampla experiência em treinamentos e palestras. Já treinou mais de 20 mil pessoas no varejo!

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