Todos os dias, você vai até a sua empresa, verifica o que precisa fazer, lida com vários clientes, paga contas e contabiliza o caixa. Todas essas atividades são muito importantes, mas deixam de lado uma parte fundamental da gestão: a análise dos indicadores financeiros.
Essa tarefa é mais voltada para o lado estratégico e é fundamental para quem deseja ter sucesso na sua empreitada. Ainda assim, é possível haver o questionamento: “por que eu devo pensar nessa parte se tenho uma franquia?”.
Nesse cenário, a primeira coisa que se deve saber é que ser um franqueado nem sempre é sinônimo de ser bem-sucedido.
O fato é que o franchising é muito mais vantajoso, mas é necessário executar uma boa gestão se você deseja se destacar e garantir um crescimento financeiramente saudável para o seu negócio.
É por isso que, neste post, abordamos a questão e apresentamos os 4 principais grupos de indicadores financeiros e as 13 ferramentas principais. Então, que tal entender melhor e saber como aplicar esse conhecimento na sua rotina? É só acompanhar!
Principais aprendizados deste artigo:
- Indicadores financeiros são ferramentas que funcionam como fontes de informações sobre um negócio. Na prática, os índices coletam e compilam insights que quantificam o desempenho (no caso, das finanças) para facilitar o planejamento estratégico.
- As métricas se dividem em quatro grupos principais, que são os indicadores de liquidez, rentabilidade, estrutura de capital e de atividade. A separação considera fatores como a origem dos dados e o objetivo da análise.
- A gestão dos indicadores financeiros usa informações advindas dos demonstrativos fiscais, como balanço patrimonial, fluxo de caixa e demonstrativo de resultados do exercício (DRE) para manter a objetividade.
- Algumas das métricas financeiras mais comuns são: cobertura de juros, liquidez (que pode ser líquida, corrente, seca, imediata ou geral), giro de caixa, período médio de cobrança e margem operacional.
O que são e como funcionam os indicadores financeiros?
Os indicadores financeiros são ferramentas que permitem quantificar as finanças de um negócio. Na prática, são métricas baseadas em informações sobre o desempenho da companhia em determinado período. Por isso, são ferramentas essenciais para qualquer gestor.
Estes índices funcionam a partir da análise dos dados encontrados nos demonstrativos financeiros, que, por sua vez, fornecem informações relevantes sobre o negócio.
Em outras palavras, os indicadores são fontes de informação. São mecanismos que possibilitam aprofundar o conhecimento sobre o seu negócio e verificar se o empreendimento realmente traz lucro ou se apenas tem receita.
Afinal, se os gastos são muito altos, o faturamento é corroído e, no final, sobra muito pouco ou nada.
É justamente isso que os indicadores avaliam. Desse modo, fica mais fácil alcançar os objetivos estratégicos e realizar mudanças que facilitem chegar ao sucesso.
Por que é importante monitorar os indicadores financeiros para empresas?
Com o cálculo das diferentes métricas existentes, você descobre os pontos fortes e fracos do negócio, elabora novos planos e ajusta o que for necessário.
Nesse cenário, os relatórios oferecem o embasamento necessário ao empreendedor, uma vez que, a partir destes registros, você identifica o melhor caminho a seguir e faz uma gestão financeira verdadeiramente estratégica e eficiente.
Afinal, os indicadores, em suas mais variadas categorias, possibilitam uma visão ampla sobre a saúde financeira do negócio. Com o tempo, fica fácil comparar resultados com os dados históricos e avaliar se houve progresso ou se ainda existem correções necessárias.
Entendeu o que são os indicadores? Para resumir ainda mais a explicação, são métricas e mecanismos que facilitam a coleta e a geração de informações sobre uma área e situação
No caso deste post, abordamos os principais índices financeiros, isto é, aqueles diretamente relacionados à saúde e à viabilidade da sua franquia. Mas antes de apresentar os mais importantes, vamos entender um pouco sobre sua participação na análise dos demonstrativos?
Qual a importância de analisar os demonstrativos financeiros do seu negócio?
Essa pergunta é facilmente respondida quando pensamos no dia a dia de uma empresa. É normal o empreendedor ter que tomar decisões, pagar contas, verificar a possibilidade de expandir o seu negócio e por aí vai. Essas características são inerentes a qualquer tipo de empreendimento, inclusive as franquias.
Todas essas situações rotineiras — e que muitas vezes são operacionais, como o caso de pagar contas — exigem o suporte de um aspecto estratégico, que nem sempre está presente.
É aí que entra a importância de analisar os demonstrativos financeiros, com uma atenção especial para os indicadores relevantes para cada um.
Afinal, esses documentos contábeis, fiscais e financeiros são altamente relevantes para o empreendedor mensurar a performance financeira do seu negócio. Veja os principais a seguir!
1 – Balanço Patrimonial (BP)
Este é um relatório contábil que demonstra o patrimônio organizacional e indica a condição financeira atual do negócio. É mais comumente realizado ao final do ano, mas a execução pode acontecer a qualquer momento.
O objetivo da análise do BP é equilibrar os recursos pela avaliação de ativos, passivos e patrimônio líquido.
O primeiro item representa os direitos e bens da organização. Em outras palavras, o que gera valor para o negócio, como o estoque.
Já o segundo são as obrigações da empresa, ou seja, o que é preciso pagar, como os fornecedores e a folha de pagamento. A diferença entre os dois resulta no terceiro elemento.
Perceba que, quando o ativo é positivo, a empresa é capaz de honrar seus compromissos. Caso contrário, tem um passivo descoberto, isto é, dívidas que somam mais do que os valores dos bens.
2 – Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE)
O DRE é um dos relatórios mais relevantes por apresentar se as contas são positivas e negativas.
O documento reúne todas as informações financeiras para indicar se houve prejuízo ou lucro no exercício líquido. Apesar de poder ser realizado a qualquer momento, deve ser definido um período específico para se ter mais eficiência na análise financeira.
3 – Fluxo de caixa
Seu principal benefício é demonstrar a posição financeira do negócio em determinado período.
Para uma franquia, o ideal é que a conferência ocorra diariamente. Assim, é possível compreender a movimentação do dinheiro, bem como o resultado das contas bancárias e aplicações financeiras.
A partir dessa análise, fica mais fácil planejar como empregar os recursos e ainda evitar o atraso de pagamento por falta de dinheiro.
Esses e outros arquivos permitem extrair dados para ter uma visão geral do negócio. A partir disso, é possível tomar decisões mais precisas, o que aumenta a competitividade e possibilita ao empreendedor destacar a sua unidade franqueada.
Além disso, esses documentos são obrigatórios em algumas situações, especialmente para a aprovação de um empréstimo ou financiamento. Por quê? A resposta é simples: os demonstrativos financeiros detalham os recursos disponíveis em caixa e a capacidade da sua empresa de honrar seus compromissos.
Assim, as demonstrações especificam: gastos, retorno sobre o investimento, faturamentos previstos e análise da saúde financeira. Porém, uma de suas principais finalidades é fornecer os indicadores, que ajudam a compreender mais detalhadamente o contexto do negócio.
Quais são os diferentes tipos de indicadores?
Agora que você sabe o que são os indicadores financeiros e seu papel na análise de performance empresarial, entenda que, no geral, as métricas se dividem em quatro categorias principais:
- indicadores de rentabilidade;
- indicadores de liquidez;
- indicadores de estrutura de capital;
- indicadores de atividade.
A separação acontece conforme a origem dos dados e a finalidade da ferramenta. Compreenda melhor e, logo em seguida, os 13 indicadores que você precisa conhecer!
1 – Indicadores de rentabilidade
São os responsáveis por analisar os lucros da empresa em relação a vendas, capital investido e ativos. São muito úteis quando o objetivo é comparar a performance financeira e da empresa em diferentes períodos e verificar se houve o retorno do capital investido.
2 – Indicadores de liquidez
Apontam se a empresa é capaz de honrar seus compromissos em curto prazo até a data de vencimento. De modo geral, permite uma análise da segurança financeira da sua unidade franqueada e de sua solvência.
3 – Indicadores de estrutura de capital
São uma maneira eficiente de avaliar:
- o endividamento da organização, isto é, a quantia de terceiros utilizada para financiar o funcionamento do negócio;
- a capacidade da empresa de gerar caixa para pagar as principais dívidas e os juros;
- a garantia de crescimento sustentável das atividades empresariais.
4 – Indicadores de atividade
Os indicadores de atividade têm como foco mensurar a velocidade do processo de transformação das contas da empresa em caixa (recursos) ou vendas. Isto é, seu índice de produção.
Posto isso, compilamos as 13 ferramentas de análise financeira mais importantes para você acompanhar no dia a dia do seu negócio no próximo tópico. Confira!
Quais os principais indicadores financeiros para empresas?
Os 13 principais indicadores financeiros para empresas são:
- margem operacional;
- EBITDA;
- margem líquida;
- liquidez corrente;
- liquidez seca;
- liquidez imediata;
- liquidez geral;
- endividamento total;
- cobertura de juros;
- giro de caixa;
- fluxo de caixa;
- giro de estoque;
- período médio de cobrança.
Confira as características de cada um a seguir!
1- Margem operacional
A margem operacional define quanto resta de dinheiro após a dedução de todas as despesas, com exceção do Imposto de Renda (IR).
Dito de outra forma, a ideia desse indicador é mensurar a eficiência operacional do negócio. Ou seja, quanto das receitas líquidas derivadas de serviços e vendas veio das atividades operacionais.
Para calcular a métrica, você precisa apenas dividir o resultado operacional pela receita líquida de vendas.
Assim, se o primeiro fator for de R$ 1 mil e a comercialização de produtos e serviços totalizar R$ 10 mil, a margem operacional é de 10%. Em outras palavras, para cada R$ 100 vendidos, a empresa ganha R$ 10, sem considerar os impostos que ainda precisa pagar.
2 -EBITDA
Conhecido também como LAJIDA — lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização —, o EBITDA é similar à margem operacional, mas ignora as despesas financeiras e a desvalorização dos itens ao longo do tempo.
Por isso, seu uso é mais difundido entre os especialistas em gestão de indicadores financeiros.
Esse indicador permite entender como as vendas impactam o caixa da empresa e qual o é o retorno para o negócio, em termos de dinheiro.
Sua fórmula para cálculo é: EBITDA = lucro operacional antes do IR e receitas / (despesas financeiras + depreciação + amortização).
3 – Margem líquida
A margem líquida determina o percentual que sobra de cada real de venda depois do negócio deduzir todas as suas despesas, inclusive o Imposto de Renda.
É outro indicador semelhante à margem operacional. No entanto, este utiliza o lucro líquido, que é o que restou para o empreendimento depois de fazer todos os pagamentos como base de cálculo.
Na prática, a margem líquida indica se o empreendimento tem potencial de dar certo ou não. Para descobrir a da sua empresa, basta aplicar a seguinte fórmula: margem líquida = lucro líquido / vendas líquidas x 100. O resultado já sai em percentual.
Por exemplo: se a sua franquia obteve um lucro líquido de R$ 20 mil e vendas líquidas de R$ 60 mil, sua margem líquida é de 33,33%, o que significa que teve esse percentual de retorno para cada real da receita, já com o desconto de todas as despesas.
4 – Liquidez corrente
Já a liquidez corrente mostra quanto a empresa tem a receber em relação ao que deve pagar no mesmo período. O esperado é que o resultado esteja sempre acima de 1 (um).
Caso contrário, significa que o negócio está em situação de endividamento e pode deixar de cumprir as suas obrigações financeiras.
O cálculo para descobrir a liquidez corrente da organização ocorre da seguinte forma: liquidez corrente = ativo circulante / passivo circulante.
O primeiro elemento se refere aos bens e direitos potencialmente transformados em dinheiro. É o caso do valor em caixa, conta-corrente bancária, contas a receber, despesas antecipadas e estoques.
Já o segundo são as obrigações a quitar em 1 ano, como contas a pagar, dívidas com fornecedores, impostos a recolher, provisões e salários a pagar.
5 -Liquidez seca
A liquidez seca tem similaridades com o indicador anterior. Entretanto, nesta métrica, o cálculo ignora completamente os estoques.
A justificativa é o fato de esse item ter um nível de liquidez incompatível com o grupo patrimonial em que está alocado. Portanto, a liquidez seca sempre é igual ou menor do que a corrente.
Além disso, é uma métrica mais precisa, porque os estoques só se convertem em dinheiro se as vendas se concretizam. Ou seja, quando você tem resultados reais como base.
O cálculo é o seguinte: liquidez seca = (ativo circulante – estoques) / passivo circulante.
6 – Liquidez imediata
Considera-se a liquidez imediata como o indicador mais conservador de liquidez. Isso porque o índice contabiliza apenas saldos bancários, de caixa e aplicações financeiras.
Em outros termos, apenas as contas que efetivamente se transformam em dinheiro, caso seja necessário para quitar alguma obrigação fiscal ou financeira.
Devido à sua característica, é uma métrica utilizada mais para executar a avaliação do cenário de curtíssimo prazo. Sua fórmula é: liquidez imediata = disponível / passivo circulante.
7 – Liquidez geral
O índice de liquidez geral é um indicador que se aplica quando você quer ir além do curto prazo, já que analisa as previsões de médio e longo períodos.
O cálculo contempla as obrigações e direitos para os 12 meses seguintes, como empréstimos a pagar e vendas parceladas.
Sua fórmula é a seguinte: liquidez geral = (ativo circulante + realizável em longo prazo) / (passivo circulante + exigível em longo prazo).
8 – Endividamento total/patrimônio
O nível de endividamento total/patrimônio permite comparar a quantia devida pela empresa a terceiros e o montante que o empreendedor investiu.
Se essa relação apresentar um índice muito alto, pode haver dificuldade de obter financiamentos ou problemas para gerar caixa, pois parte significativa do lucro se direciona para pagar juros e dívidas.
Seu cálculo contempla a diferença entre o capital da empresa e suas dívidas.
9 – Cobertura de juros
A cobertura de juros mensura se a empresa é capaz de quitar as taxas atreladas às dívidas sem comprometer a geração de caixa.
É complementar à análise do indicador financeiro anterior, porque o negócio pode ter um endividamento alto, mas uma boa cobertura de juros. O cálculo costuma ocorrer pela divisão do lucro antes de juros e impostos (EBIT) pelas despesas financeiras brutas.
10 – Giro de caixa
No décimo lugar da lista, temos o giro de caixa, que mede quantas vezes em determinado período o caixa da empresa gira.
Geralmente, quando a liquidez corrente apresenta um resultado baixo, esse indicador está alto, o que significa que o dinheiro recebido pelas vendas se direciona rapidamente para financiar as atividades.
O cálculo é o seguinte: giro de caixa = receitas / capital circulante. Esse segundo fator da divisão se refere à parte do capital voltada às despesas operacionais. Nesse caso, incluem-se salários, matérias-primas, energia, materiais auxiliares e mais.
11 – Fluxo de caixa
Permite o controle de caixa e da movimentação financeira em um período específico. Para ser eficiente, é importante detalhar todas as entradas e saídas, por mais insignificantes que sejam.
O monitoramento é mais eficaz quando combinado com um software de gestão financeira. Esse sistema serve como uma verdadeira base de dados, o que diminui a chance de erros e aumenta os subsídios para o empreendedor tomar decisões.
Vale ressaltar, ainda, que o fluxo de caixa se divide em 2 categorias: projetado e livre.
Fluxo de caixa projetado
Realiza uma projeção a partir dos lançamentos realizados, medida que facilita a elaboração de estratégias direcionadas ao uso dos recursos financeiros. Nesse sentido, as principais funções do fluxo de caixa projetado são:
- organização, porque possibilita prever os pagamentos e recebimentos futuros;
- correção, pois facilita a realização de ajustes que permitem sair do vermelho e interromper as perdas;
- afirmação, já que permite projetar investimentos para fazer o negócio crescer e se expandir — no caso da franquia, auxilia a pensar qual o melhor momento para adquirir outra unidade.
Fluxo de caixa livre
Tem a responsabilidade de mensurar a capacidade da empresa de gerar capital em curto, médio e longo prazos. Assinala o saldo disponível ao comparar com o fluxo de caixa operacional, que considera o desconto do pagamento da dívida e o recebimento de empréstimos.
Essa análise permite a você identificar déficit ou superávit. No segundo caso, pode pensar em aplicar o capital ocioso para ter uma geração de renda. Caso contrário, é preciso delinear estratégias para sair do endividamento.
Em qualquer dos casos, é importante destacar que o fluxo de caixa deve ser sempre comparado a outros indicadores, porque isoladamente tem pouca serventia e impossibilita chegar a uma conclusão.
No entanto, esse instrumento auxilia na criação de um planejamento empresarial mais preciso.
12 – Giro de estoques
Chamado também de rotatividade, esse indicador aponta a velocidade de renovação do inventário em um período predeterminado ou em quanto tempo, em média, a mercadoria costuma ficar estocada antes da comercialização.
Quando o resultado for menor que 1, há uma indicação de que sobraram produtos armazenados. Se for maior, aconteceu pelo menos uma renovação no intervalo de tempo avaliado.
O cálculo acontece pela relação entre a quantidade vendida no período e o total de itens estocados.
13 – Período médio de cobrança
Assinala o prazo médio de crédito das cobranças da empresa. Portanto, é útil para analisar as políticas relativas a essas questões. A fórmula é: duplicatas a receber / média de vendas por dia.
Afinal, como usar os indicadores?
Este post apresentou uma série de indicadores financeiros que ajudam o empreendedor a avaliar a situação da empresa, identificar a necessidade de ajustes e acompanhar os resultados obtidos. Agora, a questão é: como utilizá-los no seu negócio?
Veja algumas dicas que ajudarão a colocar a ideia em prática!
1 – Defina uma estratégia de utilização
Os indicadores devem ter um propósito. O ideal é contar com:
- fundamentação;
- finalidade;
- meta;
- fórmula;
- frequência de apuração e revisão;
- fonte dos dados;
- responsável pela mensuração.
Para a unidade franqueada, que é um negócio de micro ou pequeno porte, algumas etapas podem ser simplificadas. O ideal, aqui, é analisar o planejamento estratégico e identificar as reais necessidades do seu negócio. A partir disso, é possível definir os índices mais importantes.
Lembre-se também de considerar os seus objetivos. Por exemplo: os gastos estão muito altos?
Então, é preciso pensar em formas de reduzir custos. Isso pode ocorrer de maneiras diversas, como diminuição do desperdício de materiais de escritório, do valor da conta de luz ou da fatura de telefone devido à troca por um plano mais barato.
2 – Determine uma maneira de acompanhar os resultados
Os relatórios financeiros são imprescindíveis nesse momento. No entanto, elaborá-los manualmente dá muito trabalho e você ainda corre o risco de cometer algum erro.
Por isso, vale a pena investir em um software de gestão financeira, que centraliza os dados em um só lugar e faz algumas atualizações automaticamente.
3 – Saiba interpretar os resultados obtidos
A análise da performance financeira exige uma interpretação adequada dos dados. É somente a partir dessa etapa que se tornam informações relevantes e úteis para as tomadas de decisão estratégica.
O ideal é responder aos seguintes questionamentos.
- O que os indicadores apontam sobre o negócio?
- Qual o impacto dos resultados?
- Qual a relação entre os dados obtidos e o planejamento estratégico?
4 – Tome a atitude correta
As respostas às perguntas anteriores determinam quais são as melhores ações a tomar em sua empresa.
Lembre-se ainda de que as análises podem considerar o regime de caixa, que prevê a consideração das movimentações na data do efetivo recebimento, ou o de competência, que leva em conta o dia do fato gerador.
Com base nessa avaliação, você consegue perceber se precisa, por exemplo, treinar os seus colaboradores para melhorar os resultados obtidos, reduzir os custos, definir metas mais realistas, entre outras possibilidades.
Não se esqueça de coletar dados de qualidade!
Para finalizar este artigo, lembre-se de que os indicadores são altamente relevantes para identificar a viabilidade do seu negócio. As métricas se aplicam desde o início para diminuir as incertezas e ainda permitem que você, como empreendedor, tome decisões melhores e mais acertadas.
Perceba ainda que esses índices servem como guia de qual caminho seguir. Assim, você pode definir limites de gastos e metas de faturamento.
Com o tempo, consegue perceber a evolução da sua empresa e identifica comportamentos específicos, que facilitam o entendimento de todo o contexto em que sua franquia está envolvida.
Porém, saiba que só é possível calcular os indicadores a partir dos dados coletados nos demonstrativos financeiros (que apresentamos lá no início). E essas informações precisam ter qualidade. Ou seja, serem de fontes confiáveis e precisas.
Para conseguir estes elementos, recomendamos contar com um bom software de gestão financeira, como o F360 Finanças.
Com a plataforma, você centraliza o controle do departamento pela integração com outros sistemas e gera automaticamente documentos essenciais para o entendimento da performance financeira do seu negócio, como o DRE e o fluxo de caixa.
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FAQ:
O que são indicadores de performance financeira?
Indicadores financeiros são ferramentas que facilitam a gestão da empresa por meio da análise de dados. As métricas permitem quantificar o desempenho das finanças. Os índices se dividem em quatro grupos conforme a origem das informações: rentabilidade, liquidez, estrutura de capital e de atividade.
Quais são os principais indicadores financeiros a monitorar?
Os principais indicadores financeiros para um negócio são:
- margem operacional;
- EBITDA;
- margem líquida;
- liquidez corrente;
- liquidez seca;
- liquidez imediata;
- liquidez geral;
- endividamento total;
- cobertura de juros;
- giro de caixa;
- fluxo de caixa;
- giro de estoque;
- período médio de cobrança.
Como interpretar os resultados dos indicadores financeiros?
Para interpretar corretamente os resultados das análises dos indicadores financeiros, é necessário definir sua estratégia (a finalidade dos índices), determinar o método de acompanhamento, interpretar as descobertas de forma estratégica e planejar o futuro da empresa com base nos insights.
Qual é a frequência ideal para monitorar indicadores financeiros?
Não existe uma frequência ideal para monitorar os indicadores financeiros, já que o prazo depende de fatores como objetivos empresariais e tipo de métrica. Desse modo, existem índices de acompanhamento mensal e outros que funcionam melhor na frequência anual.
Como os indicadores financeiros ajudam na tomada de decisões estratégicas?
Os indicadores financeiros ajudam a tomar decisões mais estratégicas, pois fornecem informações relevantes sobre o desempenho do negócio. Ou seja, permitem entender a situação real da empresa. A partir daí, fica mais fácil encontrar pontos de melhoria, montar um plano de ação e definir as metas para o futuro.