máquina de cartão de crédito
Finanças 02/01/2024

Taxas de maquininhas: 7 formas de negociar com as operadoras

Compartilhar

As taxas de maquininhas são os valores cobrados todas as vezes que sua loja realiza uma venda presencial via cartão de débito ou crédito. Porém, o uso do equipamento não se limita a essa cobrança. Há também as taxas de adesão, de aluguel ou aquisição, de parcelamento e de antecipação.

Com tantos valores obrigatórios, será que vale mesmo a pena trabalhar com o método de recebimento de valores? A resposta é sim, e um dos principais motivos é que quanto mais meios de pagamento você oferece ao cliente, maiores são as chances de conversão. 

Por outro lado, as taxas que são cobradas em alguns casos podem dificultar essa oferta. Para contornar o obstáculo, a melhor opção é negociar com a operadora.

Vale lembrar que as taxas cobradas pelos bancos e operadoras têm impacto direto no preço final de produtos e serviços, tanto na modalidade crédito quanto débito. 

Por esse motivo, você precisa saber como embutir as tarifas nos valores cobrados pela sua loja, bem como conhecer maneiras de planejar os recebimentos parcelados, visto que também influenciam o seu fluxo de caixa.

Em prol da redução de perdas financeiras e de garantir a melhor gestão para o negócio, o bom gestor deve ter, ainda, argumentos e técnicas para negociar as cobranças sempre que necessário.

Neste caso, além de saber como persuadir, é preciso conhecer bem as implicações das operadoras e dos bancos. 

Para ajudar você com a estratégia, trouxemos, neste post, cinco dicas infalíveis para negociação de taxas de maquininhas. 

Siga a leitura e confira todos os segredos agora mesmo!

Como funcionam as taxas de maquininhas?

As taxas de maquininhas funcionam a partir do recebimento de valores pagos via cartão de débito ou cartão de crédito, sobre os quais é cobrado do lojista um percentual a cada operação realizada.

A porcentagem cobrada sobre as vendas varia de acordo com diversos fatores. Entre os critérios, estão:

  • método de pagamento usado, ou seja, se foi débito ou crédito;
  • número de parcelas;
  • regras da adquirente;
  • faturamento da loja;
  • ramo de atividade;
  • tipo de máquina de cartão usada;
  • entre outros relacionados.

Como dissemos logo na abertura deste artigo, além das taxas sobre as vendas feitas via crédito e débito, há outras que comumente são praticadas pelas operadoras:

  • taxa de adesão: paga uma única vez, é a tarifa cobrada pelo início das operações;
  • taxa de aluguel ou aquisição: valor que deve ser pago pelo uso do equipamento ou por sua compra;
  • taxa de parcelamento: incide sobre as vendas feitas no crédito. Os valores diferem conforme o número de parcelas oferecidas;
  • taxa de antecipação: cobrada quando o lojista opta por antecipar os valores de vendas feitas a prazo.

Quem paga as taxas de maquininhas? É possível repassá-las?

Quem paga os valores cobrados pelos adquirentes são os varejistas. Porém, não desanime, pois temos uma boa notícia para você: é possível repassar as taxas de maquininhas aos clientes! 

A Lei n.º 13.455/2017 autoriza a cobrança de valores diferentes para um mesmo produto ou serviço em função do prazo ou do meio de pagamento usado.

Porém, para utilizar esse direito, o lojista é obrigado por lei a informar claramente aos clientes possíveis descontos aplicados conforme o método de pagamento escolhido.

Em resumo, você pode cobrar um preço para compras pagas no débito e outro para as pagas no crédito, incluindo, ainda, outra diferenciação para as vendas parceladas. Assim, consegue oferecer diversos meios de pagamento sem afetar sua margem de lucro.

Contudo, atenção! Ainda que seja legalmente permitido fazer isso, não deixe de considerar que a prática pode não ser bem-vista aos olhos dos clientes. 

Assim sendo, estruture adequadamente a estratégia para não comprometer a imagem da loja e o relacionamento com o seu público. 

Como negociar as taxas de maquininhas de cartão?

Para negociar as taxas de maquininhas de cartão, há ótimas estratégias que você pode colocar em prática. Entre as mais relevantes e que ajudam a alcançar bons resultados, estão:

  1. conheça como as operadoras funcionam;
  2. fale com o gerente do seu banco;
  3. saiba quando começar a negociar;
  4. mantenha a persuasão e a persistência;
  5. tenha muita calma nessa hora;
  6. determine e siga seu planejamento;
  7. guarde a melhor cartada para o final. 

Veja detalhes de cada uma delas!

1. Conheça como as operadoras funcionam

A primeira coisa que você precisa saber sobre esse tipo de negociação é que nem sempre  a conversa será tão rápida ou fácil quanto se imagina. A redução de custos com as maquininhas de cartão requer disposição, conhecimento e até um bom relacionamento com as operadoras.

Por isso, se você puder manter todas as suas vendas concentradas em uma única operadora, o processo pode ficar mais simples. Ainda assim, é sempre importante ter uma opção que sirva como backup. 

Além do bom relacionamento, é fundamental conhecer bem seus direitos e deveres. Esteja por dentro dos benefícios que a empresa de cartão oferece e procure entender como as taxas funcionam antes de iniciar a negociação. 

Isso é importante porque, certamente, o atendente tentará argumentar explicando a causa da cobrança das taxas de maquininhas. Se você já souber como elas funcionam, terá mais chance de usar um contra-argumento.

2. Fale com o gerente do seu banco

O gerente do seu banco pode ajudar muito mais do que você pensa. Isso porque é muito comum as instituições terem soluções específicas para problemas corporativos, como o valor das taxas cobradas pelas máquinas de cartão. Então, tente usar isso a seu favor!

3. Saiba quando começar a negociar

Não tente negociar antes de completar três meses de faturamento. A empresa de cartão tenderá a usar, como desculpa, a falta de tempo necessário para atingir a maturidade das suas operações financeiras.

Quando estiver faturando por pelo menos um trimestre, procure fortalecer seu argumento revelando qual é a expectativa do volume de vendas para o próximo ano. Depois disso, o tempo ideal para negociar as taxas de maquininhas é de ano em ano.

4. Mantenha a persuasão e a persistência

Uma boa negociação é feita com “lábia” e manuseio inteligente das informações. Como um gestor eficiente, conheça todas as cartas dispostas em sua mesa, apelando sempre que for o momento.

Se você tem um histórico exemplar de pagamentos, essa é a sua arma! Operadoras estão acostumadas a lidar com clientes que atrasam ou pagam somente o mínimo da fatura. Portanto, bons históricos significam mais poder na hora de persuadir.

Outra carta que pode ser usada é saber como usar a performance do setor

Imagine que você tem um quiosque na praia com produtos diferenciados. Você conhece a média de faturamento dos quiosques praieiros? Porque, se a sua empresa fatura acima disso, sua taxa precisa ser reduzida.

Não duvide: o atendente será firme e insistente na conversa. Mostre tanta segurança quanto, ou até mais! 

Justifique suas razões e não encerre a conversação antes de atingir o seu objetivo. E se o seu faturamento ultrapassar a média do setor, você tem o que é preciso para conseguir a melhor taxa.

Este artigo ajudará você com esse assunto: “Tudo sobre faturamento: o que é, para que serve e como calcular?

5. Tenha muita calma nessa hora

Por mais que você tenha as razões necessárias para pedir uma taxa reduzida, saiba ouvir o que o atendente quer dizer. A melhor negociação profissional é marcada pela capacidade de estabelecer uma comunicação eficiente entre ambas as partes.

Tome cuidado para não perder oportunidades por falta de paciência. Leve o tempo que for preciso para decidir e busque sempre construir um relacionamento de confiança.

Quando estamos negociando em nome de pessoas jurídicas, é muito fácil nos esquecermos de que o atendente do outro lado da linha é uma pessoa física. Portanto, considere a paciência e educação.

Além disso, todas as ligações do cliente são guardadas em um histórico que é verificado pelo atendente. Sendo assim, evite ligar muitas vezes, enchendo o profissional de reclamações. Adote uma abordagem estratégica!

6. Determine e siga seu planejamento

Sem dúvidas, planejar a negociação vai ajudar bastante a obter bons resultados para a sua loja. Por isso, sua maior prioridade deve ser identificar a área mais necessitada e agir a seu favor.

Imagine que a maior parte dos seus recebimentos são no débito, sendo as menores fatias no crédito e nos cartões de benefício. Um cenário como este significa que você não precisa se esforçar para agarrar todos os nacos do bolo na hora da barganha.

Nesse caso, contente-se com uma boa negociação no débito, mesmo que isso signifique uma redução menor de valor nas taxas das outras modalidades. 

Em resumo: a opção de pagamento que representa o maior volume de faturamento é a que deve ter a menor taxa.

Tenha todas as contas feitas e trace uma meta de onde você quer chegar, pois sem um objetivo definido, fica muito difícil conversar e ser entendido.

Sugestão de leitura: “Como fazer planejamento financeiro empresarial? 8 dicas!

7. Guarde a melhor cartada para o final

Um ótimo truque para as negociações é saber guardar o melhor para o final. Para usar o recurso, você precisa estar sensível ao momento no qual não há mais como furar a barreira do atendente. É aí que você revelará o que tem a ceder.

Você pode colocar em jogo a aquisição de uma nova máquina, a fidelidade da bandeira no seu comércio ou qualquer argumento não revelado durante a conversa.

Para resultados ainda melhores, não se prenda à menor tarifa sem observar os serviços oferecidos pela operadora como um todo. Atendimento exemplar e soluções definitivas para a sua franquia são quesitos importantes que devem ser considerados na hora de barganhar.

Como evitar perdas nas operações com adquirentes?

Mesmo que você consiga reduzir as taxas de maquininhas ao nível desejado, não significa que alcançou o melhor custo-benefício com o meio de pagamento. Tem mais um detalhe que você pode colocar em prática.

No caso, estamos nos referindo à atenção necessária às ​​inconsistências que podem ocorrer entre as taxas acordadas com as adquirentes e os valores praticados pelas empresas.

É certo que a divergência gera uma significativa perda financeira para sua loja, e quanto maior o volume de venda, mais expressivo é esse impacto.

Como resolver isso? Com um bom serviço de conciliação de cartões, como o F360 Finanças.

Como funciona a solução de conciliação de cartões no F360 Finanças?

A conciliação automática de cartões de crédito e débito no sistema F360 Finanças permite a apuração real das taxas cobradas pelas operadoras.

Para fazer a conferência automática, essa solução considera diferentes dados, tais como:

  • valor das vendas;
  • taxas praticadas pela adquirente;
  • aluguel do POS (maquininha);
  • chargeback (contestação de uma compra via cartão de crédito diretamente com a administradora do cartão);
  • conferências das datas de pagamento das vendas por modalidades (débito, crédito à vista e parcelado).

Apenas para você ter uma ideia do resultado da ferramenta, somente em 2022, o “recuperômetro” — como é chamado o recurso de acompanhamento real do time de operações da F360 que mede potenciais perdas —, contabilizou R$ 100 milhões ressarcidos pelos clientes!

Agora que você sabe tudo sobre as taxas de maquininhas e como a conciliação de cartões ajuda a resolver as inconsistências desse tipo de cobrança, que tal tornar a prática uma realidade na gestão financeira da sua loja?

Aproveite que está aqui, agende uma demonstração grátis do F360 Finanças e descubra como!

Compartilhar
Avatar photo
Escrito por:

Tálita Gonçalves

Redatora e analista de conteúdo F360