Impostos para empresas: guia completo para entender, calcular e pagar corretamente

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Entender impostos para empresas vai além da obrigação legal. Com a Reforma Tributária que começou em 2025 e entra em total vigor a partir de 2033, saber o que pagar, quando e como, virou questão estratégica. Logo, as empresas que dominam o cenário garantem vantagem competitiva, evitam erros e mantêm a conformidade fiscal em dia.

A nova legislação de impostos para empresas, trazida pela Lei Complementar nº 214/2025, deu início à substituição de ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins pelo IVA dual: CBS e IBS. A princípio, o impacto das mudanças depende do regime tributário e da atividade econômica. Pessoas franqueadas, por exemplo, seguem regras específicas sobre impostos para franquias que influenciam diretamente as tributações mensais.

Neste artigo, você confere quais são os impostos pagos para empresas, como fazer o cálculo, quais tabelas consultar e o que muda conforme o tipo de regime. Ainda, vai entender também como reduzir impostos para empresas de forma legal, ao alinhar atividade e tipos de regime tributário com decisões baseadas em dados.

Principais aprendizados deste artigo:

  • O controle centralizado de IRPJ, ICMS, ISS e demais tributos evita surpresas fiscais. A gestão automatizada, por sua vez, ajuda a criar um planejamento tributário unificado, pois oferece dashboard em tempo real e reforça a conformidade.
  • O regime tributário impacta diretamente os custos fixos e variáveis. Ademais, simulações com base na atividade evitam excesso de carga. Logo, é fundamental entender como calcular o custo efetivo do regime. Confira nosso guia sobre planejamento tributário no varejo.
  • Erros no cálculo de impostos ou atrasos geram multas e comprometem o caixa. A configuração de alertas automáticos evita a inadimplência e mantém a previsibilidade, o que otimiza a gestão de caixa e tributos.
  • Abandonar controles manuais, isto é, migrar do Excel para o ERP, reduz falhas e eleva a qualidade dos dados. Ainda, a automação libera tempo para decisões estratégicas. Veja por que vale a pena adotar a automação de processos no varejo.
  • Impostos, por mais complexos que sejam, são parte da gestão financeira. Receita, despesa e obrigação acessória precisam andar juntas, ponto que demanda a integração contábil-fiscal para fortalecer a saúde do negócio.

Por que entender os impostos para empresas é fundamental?

Dominar impostos para empresas garante proteção legal, melhora o desempenho financeiro e fortalece a competitividade. Além disso, o conhecimento sólido do sistema tributário previne riscos, como multas sobre o valor devido, bloqueio de CNPJ, perda de benefícios fiscais e danos à reputação institucional.

Por outro lado, falhas em enquadramento tributário, erros na classificação fiscal e declarações fiscais incorretas comprometem o negócio. Um impacto que vai do fluxo de caixa até os incentivos fiscais.

Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), 95% das empresas brasileiras pagam mais impostos do que deveriam. A princípio, o motivo está na ausência de planejamento, desconhecimento dos mecanismos de redução tributária e escolha inadequada do regime tributário.

Por isso, entender quais são os impostos pagos para empresas e como funcionam permite:

  • escolher o regime tributário mais vantajoso (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real);
  • recuperar créditos de tributos pagos a maior;
  • alinhar as obrigações fiscais ao fluxo de caixa.

Com a Reforma Tributária, empresas que não acompanham as mudanças operam em desvantagem. Por outro lado, a atualização constante evita enquadramento incorreto, perda de incentivos e aumento da carga fiscal.

Como veremos, a atividade econômica determina o regime tributário ideal e influencia o valor pago e as obrigações mensais. Quem domina essa lógica transforma a legislação de impostos para empresas em um instrumento estratégico de eficiência, mesmo em contextos mais complexos.

Quais são os impostos que uma empresa paga mensalmente: principais tributos federais, estaduais e municipais

Toda empresa no Brasil lida com impostos obrigatórios. O valor e o tipo mudam conforme o porte, o regime tributário e a atividade de cada negócio. A tabela de impostos para empresas separa as cobranças em tributos federais, estaduais, municipais e ainda traz as contribuições previdenciárias e sindicais.

Mas quais são os impostos pagos para empresas? Como funciona cada um e onde entram na legislação de impostos para empresas? Saber tais informações evita custos desnecessários e dá mais clareza ao planejamento.

Impostos Federais

Empresas, exceto o MEI, precisam recolher tributos federais conforme o regime tributário escolhido. Os impostos financiam políticas públicas, seguridade social, infraestrutura, saúde e educação. Desde 2025, a Receita Federal aperta ainda mais a fiscalização, com o objetivo de evitar erros e sonegação.

Logo, entender como funcionam os impostos para empresas e ficar de olho nas atualizações da legislação é fundamental para evitar autuações e custos extras.

IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica

Você, enquanto pessoa física, declara o Imposto de Renda atualmente, certo? Pois o mesmo deve ser feito também para as empresas. Logo, o IRPJ é o tributo federal que incide sobre o lucro das pessoas jurídicas que operam no país.

Trata-se de um dos tributos mais relevantes. Na prática, o cálculo de impostos para empresas muda conforme o regime tributário:

  • Lucro Real: baseia-se no lucro efetivo do período;
  • Lucro Presumido: usa percentuais definidos por lei sobre a receita bruta, variando conforme o setor;
  • Lucro Arbitrado: aplicado quando a empresa não apresenta escrituração regular.

A arrecadação do IRPJ financia áreas essenciais, como saúde, educação e obras públicas.

Alíquotas para Lucro Presumido (2025)

AtividadeBase de Cálculo (%)
Revenda de combustíveis e gás natural1,6
Vendas, industrialização, transporte de cargas8
Atividades imobiliárias, rurais, hospitalares8
Transporte (exceto cargas), bancos, construção16
Serviços profissionais, locação, intermediação32

Além disso, a alíquota principal do IRPJ é de 15% sobre a base calculada. Se o lucro mensal passar de R$ 20.000, incide um adicional de 10% sobre o excedente.

Entenda melhor sobre como funciona o imposto de renda da pessoa jurídica, para que serve e como declarar.

CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido

A CSLL funciona junto ao IRPJ e também recai sobre o lucro das empresas. A arrecadação serve para custear a seguridade social, como aposentadorias e benefícios do INSS. O percentual varia conforme o perfil do negócio:

  • Empresas em geral: 9%
  • Instituições financeiras: 15%

No Lucro Presumido, a base para cálculo da CSLL oscila entre 12% e 32%, conforme o setor de atuação. Inclusive, entender tal variação é essencial para evitar cobranças indevidas e ajustar o planejamento tributário.

PIS e COFINS

PIS e COFINS são contribuições cobradas sobre o faturamento, presentes em todas as empresas, exceto o MEI. O modelo de cálculo depende do regime tributário:

  • Lucro Presumido: cálculo cumulativo, sem direito a crédito. Alíquotas: PIS 0,65% e COFINS 3%;
  • Lucro Real: cálculo não cumulativo, com possibilidade de créditos fiscais. Alíquotas: PIS 1,65% e COFINS 7,6%.

Empresas precisam acompanhar o tipo de faturamento e o regime adotado para evitar pagamentos errados e garantir a correta apuração desses tributos.

IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados

Por fim, temos o IPI, que incide na fabricação e importação de produtos industrializados. Cada produto recebe uma alíquota diferente, de acordo com a TIPI (Tabela de Incidência do IPI). Em resumo:

  • alíquotas variam de 0% a mais de 300%, conforme a categoria do item;
  • para empresas no Simples Nacional, o IPI representa de 7,5% a 35% da alíquota efetiva, dependendo do anexo.

Monitorar corretamente a classificação de produtos garante economia e alinhamento com a legislação de impostos para empresas.

Impostos Estaduais

Depois dos impostos federais, as empresas precisam lidar com os tributos estaduais. O principal destaque no grupo é o ICMS, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.

ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)

O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é um tributo estadual que incide sobre operações de circulação de mercadorias, prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, além de comunicação. O tributo aparece no preço final dos produtos e serviços. Depois, é repassado ao consumidor.

Cada estado define sua alíquota interna, geralmente aplicada em operações dentro do próprio de seu território. A federação também adota as alíquotas interestaduais fixadas pelo Senado (7% ou 12%, conforme a região de destino).

Para os estados, o ICMS representa a principal fonte de arrecadação e financiamento de áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura. Também serve como ferramenta de política fiscal, pois estimula ou restringe setores conforme o interesse do governo estadual.

Alíquotas internas padrão (2025)

EstadoAlíquota Padrão de ICMS (2025)
Acre19%
Alagoas20% (19% + 1% para o FECOEP)
Amapá18%
Amazonas20%
Bahia20,50%
Ceará20%
Distrito Federal20%
Espírito Santo17%
Goiás19%
Maranhão23%
Mato Grosso17%
Mato Grosso do Sul17%
Minas Gerais18%
Pará19%
Paraíba19,50%
Pernambuco20,50%
Piauí22,50%
Rio de Janeiro22% (20% + 2% para o FECOEP)
Rio Grande do Norte20%
Rio Grande do Sul17%
Rondônia19,50%
Roraima20%
Santa Catarina17%
São Paulo18%
Sergipe20% (19% + 1% para o FECOEP)
Tocantins20%

Em virtude das medidas de ajuste fiscal, é comum que haja aumento nas alíquotas internas. Foi o que ocorreu com o Maranhão (23%), Piauí (22,5%) e Rio Grande do Norte (20%), cujos impostos tiveram incremento recentemente.

Aviso importante

As alíquotas listadas acima representam as alíquotas internas gerais, mas podem variar de acordo com o produto, serviço ou operação.

Entre os exemplos de exceções, destacamos:

  • produtos da cesta básica podem ter alíquotas reduzidas;
  • combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e bebidas alcoólicas costumam ter alíquotas diferenciadas (muitas vezes superiores);
  • alguns estados aplicam fundos adicionais, como o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (FECOEP) para Alagoas e Sergipe, ou o Fundo de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (FECP), no Rio de Janeiro.

Por isso, é fundamental sempre verificar a legislação estadual específica ou consultar um contador antes de aplicar a alíquota em documentos fiscais.

Alíquotas interestaduais:

Transações entre estados seguem faixas de 7% a 12%, conforme a origem e o destino, bem como produtor ou consumidor final.

Remessas postais (como no e-commerce) passaram a ter alíquotas ajustadas em 2025 em estados como Acre e Sergipe, com 20%.

E por que saber de todas estas informações, mesmo além do seu estado? Diante da variedade de regras, empresas que vendem para várias federações precisam usar sistemas de gestão fiscal atualizados para acompanhar a legislação específica sobre impostos.

A prática evita erros de apuração, autuações fiscais e perdas financeiras desnecessárias.

Impostos Municipais

Após os impostos federais e estaduais, o foco recai sobre os tributos municipais. O principal destaque é o ISS.

ISS – Imposto sobre Serviços

O ISS incide sobre a prestação de serviços listados em lei federal. Cada município determina as próprias regras de cobrança, sempre dentro dos limites previstos pela legislação nacional.

O imposto financia os cofres municipais, garantindo recursos para saúde, educação, limpeza urbana e outros serviços essenciais do município. Com a Reforma Tributária, o ISS passará por transição e será gradualmente substituído pelo IBS, com extinção prevista até 2033.

Alíquotas do ISS em 2025:

  • variação de 2% a 5%, de acordo com o serviço prestado e a cidade;
  • em São Paulo, serviços de TI e publicidade recolhem 2%; áreas como advocacia e saúde chegam a 5%.

Para empresas no Simples Nacional, o ISS integra a alíquota unificada e muda conforme o anexo da atividade.

O ISS representa mais de 30% da arrecadação de grandes capitais e será diretamente impactado pelas novas regras do IBS. Ao que tudo indica, vai redistribuir a arrecadação com base no consumo de serviços em cada localidade.

Outras obrigações tributárias e contributivas

Além dos impostos para empresas, a legislação prevê contribuições que pesam no caixa e exigem atenção no planejamento. Entre as principais, podemos listar:

  • FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço): empresas depositam mensalmente 8% do salário bruto dos funcionários no FGTS. Para aprendizes, a alíquota é de 2%;
  • INSS Patronal: financia a Previdência Social com 20% sobre a folha de pagamento. No Simples Nacional, a alíquota cai conforme o anexo da atividade. Setores com desoneração recolhem entre 1% e 4,5% sobre a receita bruta;
  • Contribuições sindicais e setoriais: podem ser obrigatórias por categoria, convenção coletiva ou regulação do setor. Incluem sindical patronal, assistencial, confederativa e negocial. Ainda, taxas de conselhos profissionais, como OAB e CRC.

Mesmo com a redução nas cobranças após 2017, setores regulados e profissionais liberais continuam sujeitos a obrigações específicas. Logo, avaliar cada caso evita surpresas e autuações.

Regimes tributários: qual é o ideal para sua empresa?

Nenhuma decisão fiscal impacta tanto o caixa e a estrutura de uma empresa quanto a escolha do regime tributário. No Brasil, existem quatro enquadramentos principais e cada uma determina a apuração dos tributos, quais obrigações acessórias valem e as oportunidades de economia tributária que a gestão pode explorar.

Simples Nacional

O Simples Nacional foi criado para facilitar a vida de micro e pequenas empresas. Unifica até oito tributos (federais, estaduais e municipais) em uma guia única, a DAS, paga todo mês. Podem aderir empresas com receita bruta anual de até R$4,8 milhões.

O cálculo usa tabelas progressivas, divididas em anexos, conforme o setor:

  • Anexo I: comércio
  • Anexo II: indústria
  • Anexos III, IV e V: serviços, com regras específicas para folha de pagamento

A alíquota efetiva varia pelo faturamento dos últimos 12 meses e o perfil de custos da empresa. Empresas com folha de pagamento proporcionalmente baixa, principalmente nos Anexos IV e V, tendem a ter alíquotas maiores. Em 2025, setores como alimentação sofreram reajustes de faixas e alíquotas.

MEI (Microempreendedor Individual)

O MEI faz parte do Simples, mas funciona como categoria própria. Serve para quem fatura até R$81 mil por ano e tem até um funcionário. O pagamento é fixo mensal e cobre INSS, ICMS ou ISS, conforme a atividade.

Profissões intelectuais, técnicas e algumas atividades específicas não entram na categoria MEI. A contribuição em 2025 será de R$75,90 (5% do salário mínimo), acrescida de ISS ou ICMS.

Lucro Presumido

O Lucro Presumido atende empresas com receita anual de até R$ 78 milhões. Aqui, calcula-se o lucro a partir de um percentual fixo sobre a receita bruta, definido por lei, conforme o setor:

  • Comércio e indústria: 8%
  • Transporte de cargas e hospitalares: 8%
  • Serviços de transporte (exceto cargas): 16%
  • Serviços profissionais, intermediação e locação: 32%

O regime facilita a previsibilidade dos impostos para empresas, mas quem tem custos elevados e margens baixas pode pagar mais do que o necessário.

Quer saber mais sobre o tema? Este artigo ensina como calcular o Lucro Presumido e emitir nota fiscal no regime.

Lucro Real

O Lucro Real é obrigatório para empresas com receita superior a R$ 78 milhões ou que atuam em setores específicos, como bancos e seguradoras. O cálculo dos impostos se dá sobre o lucro líquido efetivo e considera todas as receitas, despesas ou compensações legais.

De modo geral, é ideal para negócios com margens apertadas, custos elevados ou sazonalidade, já que possibilita pagar menos impostos quando o lucro cai. Por outro lado, exige contabilidade completa, apuração mensal ou trimestral e entrega de diversas obrigações acessórias, a exemplo do SPED.

Em síntese, o regime ideal depende do equilíbrio entre atividade x regime tributário, estrutura de custos, previsibilidade de receita e margem de lucro.

Como calcular os impostos da sua empresa?

O cálculo dos impostos para empresas depende do regime tributário, da atividade e do faturamento. Cada tributo tem regras próprias de apuração, ou seja, não há exatamente uma fórmula única para todos os casos.

Então, trouxemos as regras para calcular os principais impostos cobrados em 2025 conforme o regime fiscal:

IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica

  • Lucro Real: calcula o lucro líquido ajustado conforme a Receita e, depois, aplica-se 15% em cima desse valor. Lucros acima de R$ 20.000 mensais recebem adicional de 10% sobre o excedente. Exemplo: lucro de R$ 30.000 → 15% sobre 30 mil + 10% sobre os 10 mil excedentes;  
  • Lucro Presumido: usa percentuais fixos sobre o faturamento (ex: 8% para comércio, 32% para serviços). Aplica-se 15% sobre a base, mais adicional de 10% ao que for acima de R$ 20.000/mês;  
  • Simples Nacional: IRPJ já incluso na alíquota do DAS. O cálculo é por anexo e faixa de receita.

CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido

  • Lucro Real: 9% sobre o lucro líquido ajustado;  
  • Lucro Presumido: base presumida (12% comércio, 32% serviços) × 9%;  
  • Simples Nacional: incluída no DAS.

PIS e COFINS

  • Cumulativo (Lucro Presumido): PIS 0,65%, COFINS 3% sobre a receita bruta;  
  • Não cumulativo (Lucro Real): PIS 1,65%, COFINS 7,6%, com créditos sobre insumos e despesas;  
  • Simples Nacional: embutidos no DAS, alíquota conforme o anexo.

IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados

  • Incide sobre valor do produto (saída da fábrica ou importação);
  • Alíquotas variam de 0% a mais de 300% conforme a TIPI;
  • Cálculo: valor do produto × alíquota da TIPI.

ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços

  • Incide sobre vendas, transporte e comunicação;
  • Base: valor da operação;
  • Alíquotas internas: 17% a 23% (conforme estado/produto);
  • Interestaduais: 4%, 7% ou 12%;
  • No Simples Nacional: ICMS recolhido via DAS, conforme atividade.  

Neste guia, temos todas as informações que você precisa para entender como calcular o ICMS sobre as vendas sem erro.

ISS – Imposto sobre Serviços

  • Incide sobre o valor do serviço;
  • Alíquota: 2% a 5%, de acordo com o município e a atividade;
  • No Simples Nacional: ISS incluso na DAS.

FGTS

  • Base: salário bruto;
  • Alíquota: 8% (ou 2% para aprendizes);
  • Cálculo direto: salário × alíquota.

INSS Patronal

  • Base: folha de pagamento;
  • Alíquota: 20% sobre a folha ou 1% a 4,5% em cima da receita bruta (setores desonerados).

Contribuições Sindicais

  • Valor e base variam por convenção coletiva;
  • Pode ser percentual sobre folha ou valor fixo por colaborador.

Já deu para ver que os impostos e regras de cálculos são muitos, certo? Ademais, a legislação de impostos para empresas muda com frequência, principalmente para tributos estaduais e municipais como ICMS e ISS.

No Simples Nacional, o DAS unifica os principais impostos, mas calcular a alíquota efetiva exige atenção ao anexo e ao faturamento. Logo, sistemas de gestão fiscal e apoio contábil especializado evitam erros e otimizam o controle tributário.

Obrigações acessórias: documentos e declarações que você não pode esquecer

Pagar os impostos para empresas resolve só parte da equação fiscal. O outro lado envolve cumprir as obrigações acessórias, ou seja, declarações, escrituração e guias que comprovam a regularidade da operação e mantêm a empresa alinhada com o Fisco.

A princípio, são documentos que não geram cobrança direta. Entretanto, não entregá-los, mesmo por descuido, gera autuações, multas e bloqueios fiscais.

Então, confira quais são os principais documentos exigidos, com atenção especial para empresas do Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional (que têm menos obrigações, mas não estão isentas):

  • DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais): informa ao governo todos os tributos apurados e pagos mensalmente. Precisa ser entregue mesmo sem movimentação financeira;  
  • SPED Fiscal e Contábil: parte do Sistema Público de Escrituração Digital, exige registro detalhado da contabilidade, fiscal e estoques. É obrigatório para empresas de médio e grande porte e tem cruzamento direto com outras obrigações;  
  • EFD Contribuições: controla PIS e COFINS, além de registrar todos os créditos e débitos mensais. Essencial no Lucro Real para compensação de tributos;  
  • GFIP: reúne informações sobre vínculos de trabalho, FGTS e Previdência. Qualquer erro aqui afeta os direitos dos colaboradores e aumenta os riscos trabalhistas;  
  • DIPJ: antiga declaração de informações econômico-fiscais, ainda pode ser exigida em fiscalizações retroativas, mesmo com sua substituição em alguns regimes.

Em suma, as obrigações acessórias funcionam como o espelho fiscal da empresa. Mesmo com os impostos pagos em dia, falhas nas declarações trazem riscos reais, como exclusão do Simples Nacional ou multas altas.

Logo, manter um calendário fiscal atualizado e apoio contábil especializado evita prejuízos e garante total conformidade com a legislação de impostos para empresas.

Principais consequências da inadimplência fiscal

Erros no cálculo dos impostos para empresas ou o esquecimento de obrigações acessórias colocam a empresa em risco fiscal imediato. Basta um atraso no pagamento de tributos ou na entrega de declarações como DCTF, SPED ou GFIP para desencadear uma série de problemas sérios.

As consequências da inadimplência fiscal aparecem rápido:

  • multas com juros progressivos;  
  • bloqueio de certidões negativas;  
  • restrições ao crédito bancário;  
  • perda de acesso a licitações públicas;  
  • inscrição em dívida ativa;  
  • autuações e processos administrativos.

O impacto vai além das penalidades financeiras. Empresas com fluxo de caixa apertado, sem planejamento tributário e sem organização das obrigações mensais ficam vulneráveis tanto no financeiro quanto no jurídico.

Com a Reforma Tributária, o cenário exige ainda mais atenção. Em suma, o texto traz regras novas por regime, mudanças frequentes em alíquotas de ICMS, ISS e alterações no Simples Nacional. Manter a documentação em ordem e cumprir prazos é fundamental.

Ademais, mesmo ao pagar todos os tributos corretamente, deixar de entregar declarações obrigatórias já coloca o negócio em situação de risco. O problema não está só no pagamento, mas na qualidade, integridade e prazo das informações prestadas.

Gestão fiscal estruturada, controle de datas e apuração precisa por regime tributário deixaram de ser diferencial. Viraram condição básica para a sobrevivência e segurança da empresa.

Leia mais: Contabilidade para pequenas lojas – manual para o sucesso

Como a tecnologia pode ajudar na gestão dos impostos?

Gerenciar os impostos para empresas vai além de calcular valores. Exige domínio do regime tributário, cálculo correto de tributos como IRPJ, ICMS e ISS, cumprimento de prazos e entrega de todas as obrigações acessórias. Ademais, acompanhar as atualizações da legislação sem afetar o ritmo operacional.

Nesse contexto, confiar em planilhas ou na memória da equipe não basta. A tecnologia se tornou indispensável, principalmente para pequenas e médias empresas que precisam de precisão, agilidade e controle sobre riscos fiscais.

Soluções em gestão financeira e tributária entregam:

  • cálculo automático dos tributos conforme o regime da empresa;  
  • emissão e controle das guias de pagamento, com redução de atrasos e multas;  
  • geração automática das obrigações acessórias, a partir de dados organizados;  
  • alertas de vencimento e relatórios fiscais para decisões assertivas.

Ferramentas como o F360 Finanças centralizam informações, eliminam retrabalho e dão visão completa da saúde tributária do negócio. Automatizar processos não é só questão de tempo, mas uma estratégia para evitar erros e proteger a empresa de custos inesperados.

Com um ambiente tributário mais complexo a cada ano, a gestão fiscal precisa ser automatizada. A tecnologia tira o peso do improviso, simplifica o controle dos impostos e transforma o compliance fiscal em vantagem competitiva.

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FAQ – Perguntas frequentes sobre impostos para empresas

Quais tributos são obrigatórios para quem tem uma empresa no Brasil?

A lista de impostos varia conforme o regime tributário e o setor de atuação, mas há um núcleo comum: IRPJ e CSLL (sobre o lucro), PIS e COFINS (sobre o faturamento), além de ICMS para circulação de mercadorias e ISS para prestação de serviços. Também entram contribuições como INSS Patronal, FGTS e, em alguns casos, taxas sindicais ou setoriais.

Como saber qual regime tributário é mais vantajoso?

Não existe uma resposta padrão. O enquadramento ideal depende do faturamento, da atividade principal da empresa e da estrutura de custos. Empresas com margem reduzida podem se beneficiar do Lucro Real, enquanto negócios com operação mais estável e previsível costumam optar pelo Lucro Presumido ou Simples Nacional. O mais seguro é fazer uma simulação com suporte contábil.

Quais os riscos de atrasar impostos ou declarações obrigatórias?

Atrasos geram multas automáticas, juros diários e, em casos recorrentes, a inscrição da empresa em dívida ativa. Isso bloqueia o acesso a crédito, financiamentos e licitações. Além disso, há risco de fiscalizações, autuações e processos administrativos.

Que documentos fiscais precisam ser mantidos e enviados?

Cada regime tem suas obrigações. No geral, é preciso manter em dia a emissão de notas fiscais, os comprovantes de pagamento dos tributos, os livros fiscais e contábeis, além das declarações como DCTF, SPED, EFD Contribuições e GFIP, entre outras.

Como é feito o cálculo do Simples Nacional?

O sistema utiliza tabelas progressivas divididas por anexo (comércio, indústria ou serviços). A alíquota é calculada com base no faturamento acumulado dos últimos 12 meses e na relação entre folha de pagamento e receita. O valor final é aplicado sobre a receita bruta do mês e recolhido via guia DAS.

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Escrito por:

Henrique Carbonell

CEO & CoFounder at F360 - Franchisee at O Boticário. Formado em Administração de Empresas pela Fundação Alvares Penteado - FAAP e pelo Ibmec Business School / IBMEC - SP.

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