Por: Luiz Pereira | Diretor Comercial e Customer da F360
Chegamos ao fim de mais uma jornada intensa e transformadora na NRF 2026: Retail’s Big Show, em Nova York.
Junto ao CEO da F360, Henrique Carbonell (presente através delegação FFX), tive o privilégio de acompanhar essa imersão através da delegação Central do Varejo.
Ao final de mais esse evento, uma mensagem ficou muito clara: o varejo entrou de vez na era da execução inteligente.
Confira minhas percepções e insights!
A. A grande tese 2026
O varejo entrou em um ciclo em que IA deixa de ser “feature” e vira infraestrutura — e a competição passa a ser (i) eficiência real, (ii) confiança, e (iii) relevância percebida. A Central do Varejo sintetiza isso em “direcionadores estratégicos” que combinam acesso/facilidade, desejo/diferenciação e eficiência, com ênfase em Discovery Commerce, Agentic Commerce, ecossistemas, comunidade+marca, fidelidade/personalização e IA como plataforma.
CV DAY NRF 26
Leitura protagonista F360: a “era da eficiência inteligente” exige que o varejista opere com governança financeira e domínio de dados (receitas, custos, margem, recebíveis, capital de giro) para sustentar crescimento — e isso vira vantagem competitiva.
B. Takeaways consolidados (com implicações práticas)
1) Discovery Commerce e “compra como entretenimento”
A jornada desloca-se da busca ativa para descoberta em plataformas, com compra acontecendo dentro de experiências de conteúdo.
Implicação: o varejista precisa medir e gerir o que acontece antes da compra (atenção, recorrência, comunidade, influência) e traduzir isso para planejamento comercial/financeiro (sazonalidade, ruptura, CAC real por canal, margem por campanha).
O que a F360 pode provocar internamente (prático):
- Criar playbook “Descoberta → Caixa”: como ações de mídia/creator/retail media impactam margem, fluxo de caixa e necessidade de capital.
- Métrica recomendada: “Receita incremental por janela de campanha vs. pressão de caixa”.
2) Agentic Commerce: agentes fazendo a compra (e reescrevendo o funil)
A Central do Varejo aponta o avanço de agentic commerce e a mudança estrutural: IA, personalização e agentes passam a organizar como consumidores descobrem, decidem e compram.
A FFX reforça a urgência: o movimento exige “começar por fundações”, experimentar com disciplina e monitorar o futuro agêntico.
FFX Master Quarta – NRF 2026
Implicação: “ser encontrado” perde força — o jogo vira “ser recomendável” (confiável, claro e consistente) e “comprável” por agentes.
O que a F360 pode provocar (prático):
- Linha de ação “Dados prontos para IA” nos nossos clientes: catálogo/atributos, regras de preço, disponibilidade, condições comerciais.
- Para a F360 (produto/CS): oferecer rotinas e dashboards que ajudem o varejista a manter consistência operacional e financeira (base do “confiável”).
3) Universal Commerce Protocol (UCP): o “HTTP” do comércio agêntico
A Central do Varejo cita o UCP como iniciativa de padrão aberto liderada pelo Google.
A FFX detalha a lógica: o UCP é a infraestrutura invisível que conecta agentes, catálogos e checkout, viabilizando transações padronizadas — “o ‘HTTP’ do comércio agêntico” — com Google, Shopify e outros players construindo essa base.
Implicação: varejistas que não estruturarem dados e governança correm o risco de “sumir” para os agentes — e perder tráfego para experiências off-site.
O que a F360 pode provocar (prático):
Transformar isso em oferta consultiva (CS/CO) + conteúdo (Marketing).
Criar um “Checklist de prontidão para o comércio agêntico” para varejistas (dados, governança, adoção, risco competitivo).
FFX Master Quarta – NRF 2026
4) Confiança e fator humano como diferencial (marca = entrega consistente)
A FFX enfatiza que, em um contexto de IA e excesso de automação, o humano vira diferencial e confiança passa a ser construída por entrega consistente (não só discurso).
Implicação: varejo e fintechs ganham quando entregam previsibilidade, transparência e experiência sem fricção — especialmente em pagamentos/recebíveis.
O que a F360 pode provocar (prático):
- Reforçar nosso posicionamento: gestão financeira como infraestrutura de confiança (conciliação, previsibilidade de recebíveis, visibilidade de caixa).
- Internamente: “Excelência operacional = branding” aplicado à jornada do cliente (CO/CS/Suporte).
5) Varejo como plataforma de novas receitas — com destaque para serviços financeiros
A FFX consolida que não é “abandonar o varejo”, é multiplicar o que ele pode gerar, com exemplos de novas receitas (retail media, marketplace, membership, plataforma de serviços e serviços financeiros).
E traz o caso Carrefour como referência de serviços financeiros como motor de lucro (cartões, base ativa e contribuição relevante no resultado).
Implicação: a fronteira entre varejo e fintech fica ainda mais curta. A discussão passa a ser: quais receitas recorrentes e financeiras fazem sentido para cada perfil de varejista — e qual infraestrutura (dados + conciliação + risco + caixa) sustenta isso.
O que a F360 pode provocar (prático):
- Estruturar uma tese “Receita financeira com governança”: como os varejistas podem crescer com serviços financeiros sem perder controle de margem/caixa.
Mapear oportunidades por segmento (franquias, redes regionais, food, moda) com “maturidade financeira mínima”
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Até a próxima!
Luiz Pereira | Diretor Comercial e Customer da F360





